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Natal
Em Natal, cesta básica subiu 13% em 7 meses
Publicado: 08:18:00 - 21/11/2021 Atualizado: 10:05:21 - 21/11/2021
Cláudio Oliveira
Repórter

De abril a outubro, o preço médio da cesta básica na capital potiguar subiu 13,8%, de acordo com a pesquisa mensal elaborada pelo Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon/Natal. Há sete meses, o preço da feira com 40 produtos divididos nas categorias de mercearia, açougue, hortifruti e higiene/limpeza ficava em R$ 322,62. A  pesquisa mais recente, referente à última semana do mês de outubro, mostrou que essa média subiu para R$ 367,40. O impacto dessa inflação é maior nas famílias de baixo poder aquisitivo, já que, para estas, o gasto com alimentos compromete cerca de 1/4 do orçamento, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial– IPCA/IBGE, obrigando-as a reduzir a quantidade e/ou a qualidade do que compram para comer. Os preços, inclusive, podem variar em até 200% entre os estabelecimentos.
Bruno Vital
Cesta básica tem 40 produtos divididos em várias categorias

Cesta básica tem 40 produtos divididos em várias categorias

Para se ter uma ideia da variação do preço da cesta básica em Natal, em abril passado, o conjunto dos 40 alimentos pesquisados era encontrado até por R$ 261,11 numa rede de atacarejo e não ultrapassava R$ 322,71  em uma rede de supermercados.  O maior preço em abril é inferior ao menor preço da cesta encontrado hoje, que fica em R$ 328,93, mas chega a R$ 399,91 dependendo do estabelecimento.

Como a pesquisa do Procon divide os 19 estabelecimentos pesquisados em atacarejo, supermercados de bairros e grandes redes de hipermercados, é possível verificar em qual segmento se pode economizar mais. O operador de caixa Johny Cleverson da Silva, de 22 anos, já descobriu isso. “A gente já se acostumou a comprar aqui porque os preços são mais baixos, apesar da diferença não ser muito grande, mas a gente ainda consegue economizar uns 10%, 15%”, disse, ao terminar as compras em uma rede de atacarejo na zona Sul da cidade.

A variação do valor médio da cesta básica entre estes estabelecimentos e os hipermercados é de 11%, considerando os preços médios de R$ 343,45 e R$ 381,53 entre estes segmentos. Contudo, a variação pode chegar a 21,5% quando comparado ao menor preço da cesta encontrado.

As causas para a alta dos alimentos já são conhecidas.  A seca, o dólar, as exportações de mercadorias como açúcar, soja, milho, petróleo - que provocam falta no mercado nacional já que o produtor brasileiro prefere vender para o exterior e ganhar em dólar do que para o mercado interno – são alguns dos fatores que empurram para cima o preço dos produtos. “Hoje, o mesmo valor que eu trazia para fazer a feira compra bem menos do que no começo do ano. Ao invés de levar quatro unidades, levo duas ou três de determinado produto. Até me assustei com o preço do óleo”, disse o operador de caixa Johny Cleverson.

Apesar do preço do óleo ter chamado sua atenção, de abril a outubro, a diferença desse produto ficou em torno de R$ 1 real. O maior preço há sete meses era R$ 8,99 e agora fica por R$ 9,99, muito embora seja possível comprá-lo até por R$ 7,99.

“Está tudo muito caro. O café, tomei um susto. Tinha comprado de R$ 5,80 e agora comprei de R$ 7,49. Algumas coisas estão mais baratas no atacarejo, outras não tem diferença. Do início do ano pra cá tanto reduzi as compras, como precisei aumentar o orçamento”, declarou a autônoma Patrícia Martins, 47 anos, ao concluir suas compras.

De fato, o café teve uma grande alta ao longo dos meses. Em abril, o maior preço do pacote de 250g era R$ 5,49 e ela comprou justamente em uma loja com o preço mais alto do momento, apesar do menor preço registrado para o produto estar em R$  5,69, acima do valor máximo de sete meses atrás.

Entre os produtos de açougue, a carne, apesar de continuar cara, não é menos vilã da feira que o frango. Se em abril, o quilo da carne de primeira, tipo alcatra, custava em média R$ 40,12 agora está em R$ 44,46. A carne de segunda tinha um preço médio de R$ 31,33 e passou para R$ 35,11. Enquanto isso, o quilo do frango congelado passou de R$ 8,98 para R$ 11,83 mas os preços máximos entre abril e outubro variaram de R$ 10,49 para R$ 15,89.

Outro vilão na subida de preços é a bandeja de ovos, que tinha um preço médio de R$ 12,12 e passou para R$ 16,12 sendo encontrado até por R$ 19,99. Na mesma linha o queijo coalho, cujo preço médio está em R$ 41,67 quando era R$ 32,96 em abril passado.



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