Economia
Em resposta à Unica, ministro diz que promoverá etanol brasileiro na COP-26
Publicado: 13:37:00 - 15/10/2021 Atualizado: 13:50:57 - 15/10/2021
O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, afirmou que vai defender o uso do etanol durante a Conferência das Partes (COP-26), em Glasgow, na Escócia. O maior evento do mundo sobre meio ambiente é organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e começa no próximo dia 31, devendo se estender até 12 de novembro. "Reafirmo o compromisso do governo federal na promoção do etanol brasileiro como parte de uma nova economia verde durante a Conferência das Partes, a COP-26, em Glasgow", disse o ministro.

Elza Fiúza/Agência Brasil


Leite fez a afirmação em um vídeo publicado na rede social Linkedin depois que a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) enviou uma carta a ele na quarta-feira pedindo o reconhecimento e a defesa do potencial da bioenergia como instrumento de descarbonização na Conferência do Clima. "Gostaria de manifestar todo meu apoio ao setor de biocombustíveis. Setor esse que gera emprego verde e reaproveita 90% dos recursos, promovendo uma economia circular e garantindo hoje um transporte verde em todo o território nacional, como veículos elétricos que usam etanol para recarregar suas baterias", disse o ministro.

Na carta, a Unica lembra que representa usinas e destilarias responsáveis por mais de 50% da produção brasileira de etanol e outros energéticos renováveis e sugere que as políticas públicas implementadas no Brasil e o sucesso no uso do etanol e da bioenergia como instrumentos de descarbonização sejam incorporados no posicionamento brasileiro no evento.

"Enquanto os maiores líderes globais continuarão a debater alternativas para transformar seus compromissos de reduções de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em ações ativas, o Brasil tem a oportunidade de oferecer soluções eficientes e imediatas para essa agenda, especialmente no setor de transportes, que responde por quase 25% de todas as emissões globais", argumentou o setor.

A Unica ressaltou que o uso de etanol combustível na frota de veículos leves e o emprego dos Créditos de Descarbonização (CBios) para compensação de emissões em outros setores da economia se posicionam como opções efetivas para o combate ao aquecimento global. "O País possui o maior programa de substituição de combustíveis fósseis por renováveis do planeta, iniciado com o Proálcool e agora consolidado na Política Nacional de Biocombustíveis, o RenovaBio", enfatizou. O Programa estabelece metas de redução da intensidade de carbono para a matriz brasileira de combustíveis, criando diretrizes para ampliar a participação e a eficiência energético-ambiental dos biocombustíveis no mercado nacional.

Os produtores ressaltaram que o etanol já substitui quase metade do consumo de gasolina no mercado nacional e, para isso, utiliza apenas 0,8% do território para produção de matéria-prima energética. "Importante destacar que área com cana-de-açúcar está localizada a mais de dois mil quilômetros da Amazônia", escreveram. A região amazônica é um dos principais pontos de interesse do mundo em relação ao Brasil.

A carta também traz que o RenovaBio impõe política de desmatamento zero, excluindo qualquer propriedade com supressão de vegetação nativa. Pelos cálculos da Unica, desde o lançamento dos veículos flex-fuel no Brasil, em 2003, o uso do etanol combustível evitou quase 600 milhões de toneladas de CO2. na atmosfera, ou o equivalente à totalidade das emissões anuais somadas de países como França e Polônia. "Isso porque, o etanol reduz em até 90% a emissão de gases de efeito estufa quando comparado ao concorrente fóssil", compararam.


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