Em seis meses, volume do setor de Serviços no RN tem queda de 14,9%

Publicação: 2020-08-14 00:00:00
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O volume de serviços no Rio Grande do Norte teve crescimento de 2,7% no mês de junho de 2020 ante maio, índice abaixo da média nacional (5%). Nos primeiros seis meses deste ano, o setor acumulou perda de 14,9% em comparação com o igual período de 2019. No Brasil, a redução média entre as unidades da federação  no mesmo período foi de 8,3%. O RN acumula, de janeiro a junho, uma das cinco maiores perdas acumuladas do setor de serviços, apenas Alagoas (-17,8%), Bahia (-16,5%) e Piauí (-16,4%) tiveram maiores perdas nesse período. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.

Créditos: Arquivo TNSetor de transportes foi um dos impactados no 1º semestreSetor de transportes foi um dos impactados no 1º semestre


A perda acumulada do volume de vendas de serviços, no primeiro semestre de 2020, no Estado, foi a maior desde de 2012 e acentua a tendência de queda, que acontece desde 2015, apesar de ter encerrado 2019 com variação positiva (0,7%) em relação ao ano anterior, isso não foi o bastante para indicar retomada do crescimento do setor. No comparativo entre junho de 2019 e de 2020, somente Alagoas teve perdas mais expressivas do que o RN. Enquanto o Estado teve retração de 25,7%, a segunda maior queda entre as UFs, os alagoanos perderam 33,1%.

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com junho de 2019, o volume de serviços recuou, no País, 12,1% em junho de 2020, quarta taxa negativa. A retração  prevaleceu em 26 das 27 estados. A principal influência negativa veio de São Paulo (-10,8%), seguido por Rio de Janeiro (-10,6%), Minas Gerais (-11,5%), Paraná (-15,2%), Rio Grande do Sul (-17,2%) e Bahia (-23,1%). Por outro lado, a única contribuição positiva veio de Rondônia (1,3%), impulsionado, em grande medida, por atividades correlatas ao agronegócio, como a gestão de portos e terminais e o transporte rodoviário de cargas.

Já no acumulado de janeiro a junho de 2020, frente a igual período do ano anterior, a queda do volume de serviços no Brasil (-8,3%) também atingiu 26 das 27 unidades da federação, com retração na receita real de serviços. Os principais impactos negativos vieram de São Paulo (-7,7%), Rio de Janeiro (-6,3%), Rio Grande do Sul (-14,4%) e Minas Gerais (-8,4%). A única contribuição positiva no índice nacional veio de Rondônia (3,7%).

Regionalmente, 21 dos 27 estados tiveram expansão no volume de serviços em junho frente a maio. Entre os locais com resultados positivos no mês, São Paulo (5,1%) teve o crescimento mais importante, após cair 19,5% entre fevereiro e maio deste ano. A pesquisa analisou serviços de transportes, auxiliares aos transportes, correio, serviços de informação e comunicação, serviços profissionais, administrativos e complementares, serviços prestados às famílias, entre outras modalidades.

Turismo cresce 19,8%

Em junho de 2020, o índice de atividades turísticas cresceu 19,8% frente ao mês de maio, segunda taxa positiva seguida. O segmento de turismo havia mostrado uma expressiva perda acumulada entre março e abril 68,1%, reflexo do fato de que as medidas preventivas ao rápido espalhamento da covid-19 (como o estímulo ao isolamento social) terem atingido de forma mais intensa e imediata boa parte das empresas do setor, principalmente, as de transporte aéreo de passageiros, restaurantes e hotéis.

Os doze estados pesquisados acompanharam a expansão, com destaque para São Paulo (19,6%), Rio de Janeiro (23,7%),  Santa Catarina (26,1%) e Paraná (17,9%). Na comparação com junho de 2019, houve retração de 58,6%, quarta taxa negativa seguida.  No acumulado de janeiro a junho de 2020, a queda foi de 34,6% ante igual período de 2019.

Créditos: Reprodução

Créditos: Reprodução/Tribuna do Norte