Empregados farão vigília em frente à fábrica da Ford em Taubaté

Publicação: 2021-01-13 00:00:00
Funcionários das unidades da Ford em Taubaté (SP) e Camaçari (BA), que serão fechadas de acordo com o plano estratégico anunciado na segunda-feira pela montadora, fizeram manifestações na porta das fábricas e cobraram ajuda de autoridades locais para evitar demissões em massa.

Créditos: Divulgação

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Em assembleia na manhã desta terça-feira (12) os funcionários da planta de Taubaté, no Vale do Paraíba, definiram o início de uma vigília por tempo indeterminado, com a intenção declarada de impedir a entrada e a saída da fábrica, tanto de pessoas quanto de materiais. Grupos vão se revezar a cada seis horas.

Segundo estimativas do Sindicato dos Metalúrgicos, o fim das atividades da montadora de motores representa um impacto de cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos. A unidade emprega 830 trabalhadores diretos e 600 terceirizados.

Os trabalhadores estavam de licença remunerada quando receberam a notícia do fechamento da fábrica. "Começamos a achar as coisas estranhas, pois na sexta-feira fomos avisados que na segunda não era para ninguém vir trabalhar", conta Walter Donizeti Antunes, que há 10 anos trabalha na área de cabeçotes.

Oficialmente, a licença de todos os trabalhadores da Ford em Taubaté vai até sexta-feira. Até o momento, a montadora não se manifestou sobre um novo acordo com os funcionários. Está previsto para esta quarta-feria (13)  um ato dos trabalhadores na Câmara Municipal da cidade.

Na fábrica de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, os trabalhadores se reuniram em assembleia, por quatro horas, no estacionamento da unidade, e depois se reuniram em frente da Prefeitura da cidade. Na região, 6 mil empregos diretos e indiretos devem ser fechados.