Empresa mantém interesse em gerar energia eólica

Publicação: 2013-07-10 00:00:00
Enquanto busca parceiros para viabilizar os projetos em petróleo e gás no Rio Grande do Norte, o grupo EBX, de Eike Batista, prepara-se para estrear no setor de energia eólica no estado. Segundo  a assessoria de comunicação da MPX Energia – empresa do grupo – o complexo eólico ‘Ventos’, composto pelos parques eólicos Jandaíra, Pedra Preta 1 e Pedra Preta 2, “está pronto para participar dos leilões de energia de 2013”.
Eike Batista: crise financeira e de confiança no mercado
Ao todo, o complexo terá capacidade instalada de 600 Megawatts (MW), podendo chegar a até 1.200 MW, o que significa que terá, segundo a assessoria de comunicação da MPX, uma capacidade instalada equivalente a mais de 80% do total em operação no Rio Grande do Norte (727,2 MW), de acordo com dados de abril da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). “Mas é importante ressaltar que trata-se apenas de uma previsão e que a implantação depende de diversos fatores, como a comercialização da energia do Complexo Ventos”, disse a empresa, em nota.

A MPX, que não informou quando pretende iniciar a construção dos três parques, disse que a elaboração do cronograma de implantação ainda depende da contratação de energia, que determinará, entre outras coisas, a potência a ser instalada.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou, no entanto, que a obra de um dos parques – o Pedra Preta - já está em andamento. “De acordo com  relatório de Fiscalização da Aneel, a obra começou em setembro de 2012. Foi concluída a montagem do canteiro de obras e estão em andamento a construção dos acessos internos e obras civis das bases dos aerogeradores”. O parque que, segundo a Aneel, seria concluído em setembro de 2013, só poderá entrar em operação em março de 2015. “Ainda não há um sistema de transmissão que escoe a energia das eólicas no local”, esclareceu a Agência.

A MPX Energia não revelou os valores envolvidos na construção e operacionalização dos três parques, mas reforçou que o complexo eólico ‘Ventos’ se trata “do principal projeto de energia eólica da MPX”. O complexo foi adquirido ainda em agosto de 2012 pela empresa, através de uma da joint-venture com a E.ON AG, na época. A partir do próximo mês, a MPX passa a ser a detentora do projeto, segundo a assessoria.

Saiba mais

A crise que afeta os negócios de Eike Batista é uma crise sobretudo de confiança, afirmou Vinício de Souza e Almeida, professor adjunto do Departamento de Administração e coordenador do programa de especialização em mercado de capitais da UFRN, em entrevista à TV TRIBUNA, da TRIBUNA DO NORTE. “Eike não cumpriu as promessas que fez. O mercado ficou sem parâmetros para avaliar o valor das suas empresas. O que o grupo vive é uma crise de confiança, e numa crise de confiança os efeitos são até mais fortes do que o motivo da própria crise”, disse. Segundo reportagem de O Estado de São Paulo, a ‘bolha’ da OGX foi inflada por 55 anúncios de descobertas de petróleo. A petroleira teria feito 105 comunicados ao mercado em dois anos e meio. A maioria anunciando descobertas em um mesmo poço.  A empresa desistiu de explorar sua principal área.