Empresários cobram reajuste ou subsídio

Publicação: 2014-02-02 00:00:00
Três anos sem aumento da tarifa  e  subsídios seriam responsáveis pela “falta de investimento, degradação e o mal serviço” do transporte público em Natal. A afirmação é do consultor do Seturn, Nilson Queiroga. De acordo com ele, Natal também enfrenta seus principais problemas de mobilidade pela falta integração dos poderes executivos nas estâncias municipal, estadual e federal, além do poder legislativo, sociedade civil e mesmo setores que, aparentemente, não têm tanta relação com a mobilidade.  “Será que não é preciso que o setor da Educação participe dessa integralização? Um dos principais problemas nos horários de pico é a entrada dos alunos nas escolas”, explica.

Segundo Queiroga, seria preciso que a passagem custasse, atualmente, cerca de R$ 2,50, para que o serviço fluísse de forma saudável. “A passagem de trem é R$ 0, 50, mas o Governo Federal subsidia mais de R$ 4 por passageiro. Porque isso não pode ser feito com os ônibus?”, coloca. Ainda de acordo com ele, 5% da passagem atual é referente a impostos.

Questionado se a frota da capital teria reduzido depois que a Prefeitura voltou atrás, em 2013, e passou R$ 2,40 para R$ 2,20 o preço da tarifa, o consultor negou e explicou que o que ocorre é uma sazonalidade da frota, que não é fixa, mas flutua de acordo com os períodos de férias, aulas, feriados, além dos finais de semanas e feriados.

Ainda de acordo com Nilson Queiroga, mudanças estruturais na localização de paradas de ônibus , vias exclusivas para ônibus e semáforos  poderiam reduzir o tempo de viagem e até mesmo o custo do transporte coletivo. “O nosso serviço é repassador dos custos. O povo é que acaba pagando por isso”, coloca.   

O consultor conta que, de acordo com as diretrizes municipais, o transporte coletivo é uma prioridade, visto que, se ele funciona bem, a cidade ganha mais fluidez, com menos carros nas ruas.  “Mas isso não acontece na prática”, lamenta. “O coletivo leva quatro pessoas confortavelmente em um metro quadrado, enquanto um carro tem 10 metros de comprimento e muitas vezes só leva uma pessoa”, diz.

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Segundo a Semob, até a Copa, as avenidas Salgado Filho, Prudente de Morais, Mor Gouveia e jerônimo Câmara terão faixas exclusivas para ônibus. “E elas devem permanecer no futuro”, diz Clodoaldo. “Por enquanrto temos muitas obras que também estão atrapalhando o tráfego de carros e ônibus. E ainda devem piorar. Mas trarão muitos benefícios”, diz o secretário Clodoaldo Trindade.