Natal
Empresas irão cuidar da logística de campanha
Publicado: 00:00:00 - 06/06/2021 Atualizado: 12:16:45 - 05/06/2021
O descarte inadequado de materiais eletrônicos provoca inúmeros prejuízos ao meio ambiente. A contaminação do solo, do lençol freático e até mesmo do ar (quando esse material é queimado) são exemplos que ilustram os efeitos provocados pela destinação incorreta de pilhas, baterias, computadores, celulares e outros itens. O ideal, nesse aspecto, é o retorno do material para o processo produtivo, tecnicamente chamado de Logística Reversa.

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    A Política Nacional de Resíduos Sólidos ou PNRS (Lei Nº 12.305, de agosto de 2010), que trata do processo de Logística Reversa, é quem estabelece as responsabilidades do Poder Público e da iniciativa privada em relação ao tema. Assim, de acordo com a PNRS, cabe à iniciativa privada a responsabilidade por toda a logística e custos do processamento ambiental. Ao poder publico, cabe indicar as empresas para a execução da logística, com base em critérios como conhecimentos técnicos, licenças ambientais e outros pontos que dizem respeito à legislação.

    Para o RN + Limpo, as empresas responsáveis pela logística são a Circular Brain e a Natal Reciclagem. A ideia é que haja articulação com outros parceiros para a recepção do material coletado, ao mesmo tempo em que acontece a disseminação de orientações referentes ao tema. “A Circular Brain é responsável por essa articulação”, conta o diretor-geral do Idema, Leon Aguiar.

    A empresa, com sede em São Paulo, é uma startup de tecnologia que desenvolve soluções para a economia circular desse tipo de material. A startup conta com a primeira plataforma digital que integra toda a cadeia produtiva de resíduos eletroeletrônicos (REEE) com processos padronizados e total rastreabilidade. Isso significa que processadores locais podem operar em todo o território nacional através do efeito rede, reduzindo custos de logística.

    No ano passado, a empresa apresentou ao mercado a plataforma Think Circular, a primeira do País a conectar e digitalizar a cadeia produtiva de reciclagem de produtos eletroeletrônicos. Além disso, a plataforma conecta empresas compradoras de materiais, partes e peças, a empresas que ofertam serviços ambientais, bem como a corporações e fabricantes para a gestão de programas individuais de Logística Reversa e soluções globais de destinação ambiental de eletrônicos.

    Segundo Fernando Perfeito, co-founder da Circular Brain, as articulações em torno da campanha RN + Limpo têm se concentrado no sentido de ampliar o leque de novas parcerias para o projeto. “Estamos convocando empresas ambientalmente corretas do Estado para nos apoiar. Assim, poderemos ampliar o número de pontos de coleta neste e também nos próximos anos”, afirma.

    A Natal Reciclagem, que é usuária da plataforma Think Circular, da Circular Brain, também é parceira do Governo do Estado na campanha. A empresa potiguar atua na coleta de resíduos eletrônicos desde 2010. “Naquele ano, quando foi aprovada a PNRS, eu percebi que não tinha nenhuma empresa trabalhando com esse tipo de resíduo no Estado e aí, comecei a pesquisar qual seria a destinação adequada para esse tipo de material. Fechei parceria com algumas empresas do Sudeste e comecei a criar campanhas de educação ambiental”, conta Jurandir Nunes, gestor ambiental da Natal Reciclagem.

    Em 2019, a Natal Reciclagem foi convidada a participar da rede Think Circular, plataforma onde todos os operadores do Brasil estão conectados e podem, assim, acompanhar, em todo real, todos com os processamentos que são padronizados. “Dá para acompanhar quais materiais são coletados e o que está sendo processado ou mandado para a indústria. A plataforma trouxe a inovação necessária para a Natal Reciclagem. E para nós, é a oportunidade de termos visibilidade nacional”, ressalta o gestor ambiental.

    A Natal reciclagem opera com coleta, triagem e destinação de resíduos eletroeletrônicos e recicláveis secos. Em conjunto, as duas empresas estão investindo mais de R$ 400 mil no RN + Limpo. A possibilidade de ampliação de parceiros fará com que mais pontos de coleta sejam viabilizados e que os valores de investimento aumentem e sejam divididos com outras empresas. “Esse valor envolve a logística de custos de processamento e também o material da campanha. Por isso, estamos anunciando essa possibilidade junto a empresas locais, uma vez que o termo de cooperação permite isso”, declara Fernando Perfeito, co-founder da Circular Brain.

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