Economia
Encher o tanque em Natal custa, em média, R$ 32 a mais do que em outras cidades do Nordeste
Publicado: 00:00:00 - 15/09/2021 Atualizado: 22:51:27 - 14/09/2021
O Rio Grande do Norte tem o preço médio da gasolina C comum mais alto do Brasil, R$ 6,625, superando o Piauí (R$ 6,605) e o Rio de Janeiro (R$ 6,560). De acordo com o  levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado entre os dias 5 e 11 de setembro, no comparativo entre as capitais, Natal também é a que possui o maior preço médio, com R$ 6,678, seguida por Teresina (R$ 6,613) e Rio de Janeiro (R$ 6,521). João Pessoa (R$ 5,893), Recife (R$ 5,973) e Fortaleza (R$ 5,930) estão entre as 11 capitais que têm preços médios inferiores a R$ 6.

Alex Régis
Pesquisa da ANP mostra que o preço médio para a gasolina no RN (R$ 6,625) é o maior do País

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Em termos práticos, para encher um tanque de 40 litros com gasolina C comum, o motorista natalense paga quase R$ 32 a mais que em outras cidades do Nordeste. O preço para o abastecimento, considerando o valor médio da capital potiguar, fica em R$ 267,12. Em João Pessoa, o custo atingia R$ 235,72, em Recife, R$ 238,92 e em Fortaleza,  R$ 237,2.

Os estados vizinhos ao RN têm preços médios menores. Na Paraíba, o preço médio é R$ 5,929; no Ceará, R$ 5,987 e em Pernambuco, R$ 6,018. Entre os estados brasileiros, o Amapá, na região Norte, tem o menor preço médio do País: R$ 5,224. Os dados relativos à semana passada foram publicados nesta terça-feira (14) no site da ANP. 

Reajustes
No comparativo desta semana com a semana de 29 de agosto a 04 de setembro, o Rio Grande do Norte se destaca pela maior variação no preço médio, que ficou em 8,43%. Enquanto 23 estados tiveram variação positiva entre 0,02% e 2%, e três estados registraram queda no preço médio, variando de 0,12% a 0,19%.  A variação em seis meses é de 16,19%. 

O Rio Grande do Norte também tem, de acordo com a ANP, o quarto menor desvio padrão (0,108) entre os estados e Distrito Federal, ficando atrás somente do Maranhão (0,106), Tocantins (0,084) e Roraima (0,055). O índice aponta a variação de preços entre os postos combustíveis. Com isso, é possível dizer que o Rio Grande do Norte tem a quarta menor variação de preços de gasolina entre os postos pesquisados no Estado.

Pelo levantamento da ANP, a diferença entre o preço mais alto e mais baixo da gasolina comum no Rio Grande do Norte é de R$ 0,279 (o menor preço identificado foi de R$ 6,420; e o maior preço de R$ 6,699). Em Pernambuco, a variação chega a R$ 1,529.  No RN, foram pesquisados preços em 53 postos, sendo 27 em Natal, 17 em Mossoró e 9 em Parnamirim.

Outro lado
O presidente do Sindipostos/RN,  Antônio Sales, avaliou o ranking e a posição do Rio Grande do Norte. “É importante ressaltarmos que este ranking de preços varia bastante, em virtude dos movimentos normais de mercado. Por exemplo, uma coleta da ANP pode ser feita em um estado antes de que um aumento de preços nas distribuidoras seja repassado às bombas e, em outro, ser feita depois deste repasse. Basta dizer que nos levantamentos anteriores a este, o preço médio da gasolina no RN ficou na 13ª posição no ranking nacional em um deles e, em outro, na 11ª posição”, explicou.

Ele destacou que, no período de 10 de julho a 11 de setembro, o preço médio da gasolina no RN subiu 5,54%, enquanto que, no mesmo período, o valor cobrado pela Petrobras nas refinarias subiu 9,3% e o álcool anidro que é misturado, na proporção de 27%, na gasolina, teve alta de 6,06%. “Fica claro, que os postos do RN apenas estão repassando – e mesmo assim ainda parcialmente – os aumentos dos itens que comercializam. Preciso registrar que o valor mais alto do litro da gasolina não foi registrado no RN. Tivemos o preço médio mais alto. O valor máximo mais alto foi no Rio Grande do Sul, e chegou a R$ 7,185 por litro”, resssaltou.

Competitividade
A gasolina foi mais competitiva que o etanol em todos os Estados na semana passada, mostra levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. Os critérios consideram que o etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, tenha um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol está com paridade de 76,79% ante a gasolina. No RN, essa paridade está em 85%. 

No Brasil, o preço médio de revenda da gasolina C comum variou positivamente 0,87% em relação à semana anterior, para R$ 6,059/litro, na sexta semana consecutiva de alta. Já o preço médio de revenda do etanol hidratado foi de R$ 4,653/litro, alta de 0,91% em relação à semana anterior, na sexta semana consecutiva de alta.









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