Encontro de Trump e Kim Jong-un está ameaçado

Publicação: 2018-05-17 00:00:00 | Comentários: 0
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A Coreia do Norte suspendeu um encontro de autoridades de alto escalão com a Coreia do Sul, que deveria ter ocorrido nesta quarta-feira, 16, em razão da realização de manobras militares conjuntas entre Seul e Washington que, na sua opinião, vão na contra-mão da tendência de retomada dos laços norte-sul. Segundo a agência sul-coreana de notícias Yonhap, a KCNA, agência oficial norte-coreana, também teria afirmado que os exercícios militares ameaçavam a realização, em 12 de junho, de uma reunião história entre Kim Jong-un e o presidente americano, Donald Trump, em Cingapura.

Kim Jong-un ameaçou cancelar encontro com Donald Trump caso exercícios militares continuem
Kim Jong-un ameaçou cancelar encontro com Donald Trump caso exercícios militares continuem

“Estes exercícios dos quais somos alvo, conduzidos na Coreia do Sul, são um flagrante desafio à Declaração de Panmunjom e uma provocação militar intencional que vai no sentido contrário dos desenvolvimentos políticos positivos na Península Coreana", disse a Yonhap, citando a KCNA.

“Os Estados Unidos também terão que realizar cuidadosas deliberações sobre o destino da planejada cúpula da Coreia do Norte-EUA, à luz deste tumulto militar provocativo conduzido em conjunto com as autoridades sul-coreanas."

Apesar da aparente ameaça norte-coreana, os EUA afirmaram que os preparativos para a reunião dos líderes não serão interrompidos. “Seguimos avançando (nos preparativos da cúpula)", disse Heather Nauert, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA. Ela disse também que Washington não foi “notificada" da suposta advertência norte-coreana relatada pela Yonhap.

O encontro de quarta-feira entre as autoridades das duas Coreias tinha como objetivo planejar a implementação da declaração assinada em 27 de abril durante a Cúpula Intercoreana no vilarejo fronteiriço de Panmunjom, incluindo as promessas de encerrar formalmente a Guerra da Coreia e buscar uma “completa desnuclearização", informou o Ministério para a Unificação de Seul, que cuida dos contatos com Pyongyang.

A KCNA chamou a “Max Thunder", nome oficial das manobras aéreas entre Seul e Washington que envolveriam bombardeiros B-52, de uma "provocação" e disse não ter outra escolha a não ser suspender as conversas com o Sul.

A China apelou à aliada Coreia do Norte que siga adiante com a histórica reunião de cúpula marcada para o dia 12 de junho entre seu líder, Kim Jong-un, e o presidente dos EUA, Donald Trump, após Pyongyang ter ameaçado cancelar o encontro.

'O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Lu Kang, disse nesta quarta-feira que Coreia do Norte e EUA devem garantir que a reunião ocorra como planejado e gere “resultados substanciais". Na quarta-feira, a Coreia do Norte disse que poderia reconsiderar a cúpula, por não estar interessada numa reunião “unilateral" convocada unicamente para pressionar Pyongyang a abandonar seu programa nuclear.


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