Energia eólica

Publicação: 2018-01-14 00:00:00 | Comentários: 0
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Na quinta-feira publicamos aqui a informação sobre Parazinho, que subiu do 71º lugar, em 2015, para o 16º neste ano, no rateio de distribuição da cota-parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Melhoria impulsionada pela energia eólica. Em conversa com a coluna, o presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia, Jean-Paul Prates, disse que os números mostram ser equivocada a tese de que as eólicas não deixam nada para os municípios onde estão instaladas, a não ser na fase de construção das torres.

"O mercado é formado por quem gravita em torno delas: desde empregados e fornecedores diretos até indiretos e conexos. O fato é que dinheiro entra na economia local. De cada milhão investido em eólicas, pelo menos 1/3 inexoravelmente resulta em compras locais. Isso que dizer que, se temos hoje cerca de 3.5 GW instalados e operando, foram investidos no RN, desde 2008 até hoje, mais de R$ 15 bilhões, dos quais 1/3 entrou direto na economia do Estado (e municípios), ou seja, R$ 5 bilhões na veia."

Potencial
E sobre o futuro da energia limpa no RN?
"Para ficar na simples matemática dos terços, o RN só colocou para operar 1/3 do potencial imediato de geração eólica de que dispõe, sem contar com outras fontes, como biomassa, gás, solar-fotovoltaica e solar-térmica. Isso quer dizer, em tese, que temos ainda outros R$ 30 bi para abocanhar nos próximos anos, se formos competitivos, atrativos e competentes. Desses, mesmo que não tenhamos nenhuma fábrica de equipamentos (coisa lastimável devido à ausência de solução portuária), ainda assim ficarão inexoravelmente R$ 10 bilhões no RN, em compras e contratações locais."

Crise Quem conhece o funcionamento da administração pública não tem dúvidas: ou os primos ricos (legislativo e judiciário) aceitam perder alguns anéis para salvar os dedos do primo pobre, ou os três vão ficar manetas.

RN Urgente em 1971

Em janeiro de 1971, o governador Walfredo Gurgel reunia o secretariado - e depois a imprensa - para anunciar uma série de medidas destinadas a reduzir gastos para compensar a queda de arrecadação. As proibições iam da contratação de pessoal a adiamento de novas obras. O reajuste do servidor estadual estava em stand-by. Naquele tempo a folha dos aposentados e pensionistas ainda não era problema.

Combustíveis
Em apenas uma semana, o preço médio da gasolina comum vendida no Rio Grande do Norte subiu 2,2%, quase o mesmo porcentual da inflação de 2017 medida pelo IPCA. Na segunda semana de janeiro, o preço médio do litro foi a R$ 4,151, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo. Já o aumento acumulado de julho do ano passado, quando a nova política de preços da Petrobras entrou em vigor, até este sábado (13) é de 12,1%. No mesmo período, o diesel subiu um pouco mais: 14,2%. Na semana de 07 a 13 de janeiro o litro era vendido a R$ 3,423. A gasolina move 603.933 veículos, 48,8% da frota do RN; o diesel, 90.570  (7,33%).

GASOLINA
Preço médio RN

Julho      3,702
Agosto      3,860
Setembro     3,905
Outubro      3,917
Novembro     3,996
Dezembro      4,061
Janeiro*      4,151
 
(*) Até 13 de janeiro/2008
Fonte: ANP

Custódia Do professor Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, da PUC-RS, sobre o aumento de 3% do encarceramento provisório no País, mesmo com a lei das cautelares e a implementação das audiências de custódia:  “A visão punitivista que predomina no Judiciário brasileiro barra essas inovações.”

Chuvas artificiais
Vez por outra é bom voltar no tempo. Jornais de Fortaleza destacavam, no dia 20 de janeiro de 1971, a empolgação do então secretário de Viação do Ceará, coronel José Maria Botelho, com uma nova e promissora experiência para combater a seca no Nordeste: a nucleação artificial para provocar chuvas. "Vamos inundar o Ceará, pois as condições continuam propícias", dizia ele. Segundo os dados apresentados pelos técnicos do governo, no dia anterior havia chovido "copiosamente em cerca de 40 cidades cearenses." Os técnicos juravam, por tudo de mais sagrado, que as chuvas abundantes foram provocadas pelos bombardeios de nuvens com cloreto de sódio.

Boa notícia
O nível de água do Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, subiu de 2,97% no final de outubro para 11,44% neste início de ano, segundo boletim do Operador Nacional do Sistema atualizado em 11 de janeiro.

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