Enfim, uma casa para morar

Publicação: 2015-09-19 00:00:00
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Por anos a casa própria foi algo distante para uma parcela mais humilde da população. Contudo, desde 2009 esse sonho de muitos se tornou algo palpável. Com o lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida pelo Governo Federal muitas famílias que antes não teriam acesso a linhas de financiamento disponíveis no mercado puderam, enfim, ter sua moradia.
Residencial Salatiel Rufino, em Parnamirim: moradia digna para famílias que pagavam aluguel
Um destas pessoas foi a servidora pública Maria Gorete Silva, que mora no residencial Salatiel Rufino, localizado no bairro de Santa Tereza, em Parnamirim, destinado a famílias dentro da faixa 1 do programa. Ela conta que no América 1, como ficou conhecido o empreendimento por ficar localizado nas proximidades do Centro de Treinamento do América Futebol Clube, o perfil dos moradores varia bastante.

"Em geral, são famílias com uma renda menor, porém, a oportunidade de pagar um imóvel com custo que chega a ser menor que o de um aluguel facilitou muito para quem quis melhorar de vida", diz. A melhoria em questão se trata de qualificação. No entorno do empreendimento, foi construída uma creche. Constantemente também são oferecidos cursos de capacitação aos moradores, seja por parte da prefeitura municipal ou por realização do próprio condomínio.

A infraestrutura, porém, ainda é um problema. "O transporte ainda é ruim. Durante muito tempo só uma linha interbairro passava por aqui. Recentemente uma linha intermunicipal (linha C, que liga Parnamirim a Natal) também começou a passar.

Outro problema é o serviço de saúde. A unidade do Programa Saúde da Família (PSF) mais próxima fica no bairro Nova Esperança, relativamente distante do Salatiel Rufino. “Além da unidade, só temos o hospital regional, que também fica longe. Ainda é complicado para quem depende do transporte público para chegar nessas unidades”, diz ela. Uma unidade de saúde está sendo construída nas proximidades do empreendimento, mas não há prazo para a inauguração.

Além do Salatiel Rufino, o bairro de Santa Tereza conta ainda com os residenciais Iderval Medeiros, Terras de Engenho I e Terras de Engenho II, todos os destinados a faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida. Um outro empreendimento, formado por três condomínios residenciais – Irmã Dulce 1, 2 e 3 – está em fase de conclusão.

No bairro Liberdade, a prefeitura e a Caixa Econômica Federal finalizam os preparativos para a entrega de mais dois residenciais. São o Ilhas do Atlântico e o Ilhas do Caribe. Cada um dos empreendimentos tem 496 apartamentos. Até o dia 13 de setembro, os moradores aguardavam a ligação da energia elétrica e a emissão do habite-se para que eles pudessem se transferir para os imóveis.

Na vistoria feita nos imóveis do Ilhas do Atlântico, os beneficiários -  a maioria moradores de aluguel - não escondiam a satisfação e a ansiedade. Foi o caso  de Lindalva de Araújo Albino, 65 anos, residente em Santos Reis, mãe de três filhos. “Pago R$ 250. Sou pensionista e quase não me sobra nada no final do mês. Agora, vou poder viver melhor sem pagar aluguel", disse.

Maria de Lurdes Alves também esteve no condomínio Ilhas do Atlântico para vistoriar o apartamento em que irá morar. "Isso aqui é um presente de Deus. Estou muito, mas muito feliz mesmo porque vou ter a minha própria casa", disse. Já Maria Goreth Marques disse que seu sofrimento por não ter uma casa própria está chegando ao fim. "Só tenho a agradecer por essa benção. Logo, logo estarei na minha casa, feliz por ter um teto e não precisar viver de favor", disse.

Completam a lista dos empreendimentos em Parnamirim os residenciais Waldemar Rolim e Nelson Monteiro, no bairro Vale do Sol; e Vida Nova, no Jockey Clube. Todos eles tem dois quartos e área de lazer para adultos e crianças.

Além dos apartamentos, os moradores ganham a escritura, paga pela prefeitura, e ficam isentos do pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) por dez anos, que é o prazo de financiamento junto à Caixa Econômica. Na primeira fase e segunda fases do programa, os moradores pagam o equivalente a 5% da renda familiar. Com isso, a maior prestação é de R$ 80.


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