Entidades relatam as dificuldades

Publicação: 2020-05-29 00:00:00
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As federações de futebol do Nordeste participaram de uma vídeoconferência com representantes da Confederação Brasileira de Futebol, nesta quinta-feira (28). O presidente da Federação norte-rio-grandense de Futebol – FNF, José Vanildo revela que as entidades mostraram à confederação que estão enfrentando grandes dificuldades financeiras, assim como os clubes, o que acaba sendo um empecilho a mais para a volta dos Campeonatos Estaduais.

Créditos: IURI VIDALO presidente da FNF, José Vanildo relata que entidades retrataram, na vídeoconferência, as dificuldades enfrentadas por cada umaO presidente da FNF, José Vanildo relata que entidades retrataram, na vídeoconferência, as dificuldades enfrentadas por cada uma


“Apresentamos nossas dificuldades econômicas e dos filiados, para atendimento aos jogos do Campeonato Estadual. O pleito será levado a CBF, levando-se em consideração as características peculiares de cada competição”, explicou Jsé Vanildo.

A CBF apresentou aos presidentes das Região Nordeste, através de seu departamento médico, o esboço do protocolo que pretende implantar nas competições de nível nacional (Campeonatos Brasileiros das Séries A, B, C e D, Copa do Brasil e regionais).

“Concluída a vídeoconferência entre as federações do Nordeste e a direção médica da CBF assistimos a exposição científica do protocolo e receberemos a minuto do mesmo referentes às competições nacionais”, disse o presidente da FNF.

Um dos pontos mais polmicos do protocolo da CBF diz respeito a necessidade de testagem dos atletas para todos os jogos. De acordo com o presidente do América, Leonardo Bezerra, via redes sociais, o custo seria de algo em torno de R$ 9 mil para cada partida disputada, o que inviabiliza, segundo o dirigente o retorno da competição local e coloca em xeque, inclusive o certamente nacional, uma vez que muitos clubes, principalmente na Série D do Campeonato Brasileiro, dificilmente terá recursos para cobrir esse custo. 

O Alvirrubro, inclusive, já fez um investimento inicial de cerca de R$ 20 mil na compra de testes para jogadores, comissão técnica e outros membros do clube que têm contato direto com o grupo de trabalho. No entanto, a necessidade constantes de “re-testes” preocupa.

Em entrevista recente, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman admitiu que p custo é alto, mas afirma que a entidade estuda alternativas.

América
No América, segundo o técnico Roberto Fernandes, as reuniões continuam ocorrendo de forma semanal. Ele reclamou que a indefinição acaba fazendo com que o clube não consiga realizar um planejamento real. Segundo ele, tudo no futebol ainda é muito vago.

“Nós temos praticamente uma reunião por semana, seja por videoconferência, ou presencial com todos os cuidados orientados pelos órgãos competentes. Trabalhamos no planejamento, uma pena que seja um planejamento incerto, pois para termos um planejamento coerente você precisa saber as datas de quanto tempo de treinamento teremos para início da competição, se teremos duas semanas, três, ou um mês para trabalhar antes do início da competição e fundamentalmente quando serão iniciados treinos e jogos. Temos feito reuniões para discutir tudo, mas ainda muito vago, porque não temos certeza de nada”, explicou o treinador americano em entrevista  Jovem Pan News Natal.

ABC
No ABC as atenções médicas estão voltadas para a recuperação de seu principal jogador. O ídolo Alvinegro segue avançando com o processo de recuperação em relação a perna que foi quebrada durante um jogo pela Copa do Brasil, em fevereiro.

O jogador já fez o processo de transição para o trabalho em campo, inclusive utilizando a bola nos exercícios de recuperação. Segundo o médico abecedista, Roberto Vital, na última semana o atacante fez um exame de imagem que mostrou a boa consolidação na área que passou pelo procedimento cirúrgico. “Houve uma consolidação muito positiva do calo ósseo”, explicou.

Em paralelo, Wallyson realiza um trabalho de fisioterapia para reforço da musculatura, além de amplitude nos movimentos. Apesar do progresso, o médico abecedista preferiu não dar uma previsão para que o camisa 11 esteja plenamente em condições para a prática do futebol profissional, mas a parada no esporte ajudou para que o atleta não perdesse a temporada por completo. “Ele demonstrou muito profissionalismo e vontade para se recuperar. Isso tem ajudado no processo”, concluiu Vital.






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