Eólicas estão entre os maiores alvos de investimentos

Publicação: 2014-06-08 00:00:00
Os parques eólicos em construção no Rio Grande do Norte estão entre os principais investimentos privados mapeados  pelo banco Itaú para o estado, nos próximos anos. Conforme o estudo, dos R$ 4,4 bilhões identificados pelo banco para entrar no estado até 2020, uma fatia que corresponde a cerca de 37% estaria relacionada ao setor de energia, com ênfase nas eólicas. Mas especialistas acreditam que esse viés da economia potiguar deverá render mais frutos do que o banco imagina, ultrapassando a casa dos R$ 10 bilhões.
Parque eólico: O setor deve absorver mais de 30% dos investimentos previstos no RN até 2020
De acordo com o ex-secretário de Energia do estado, Jean-Paul Prates, a tendência de crescimento deste tipo de energia no RN deve acarretar em investimentos da ordem de R$ 10 bilhões. “Daqui para 2020, é provável que teremos pelo menos mais 3 gigawatts de energia eólica sendo gerados no Rio Grande do Norte”, avalia.

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O economista Aldemir Freire concorda que o prognóstico de investimentos deve ser mais alto com a geração de energia eólica. “Com a solução dos problemas das linhas de transmissão, o estado voltou a ser bastante competitivo nos projetos de geração elétrica que irão disputar os próximos leilões. Está aí para testemunhar isso o grande número de projetos eólicos habilitados para participarem do leilão A-5 que irá ocorrer em setembro próximo”, destaca.

Jean-Paul Prates alerta ainda para os investimentos previstos para o desenvolvimento do campo de Pitu, da Petrobras, situado em águas profundas, nas proximidades de Tibau. “Deveremos ter investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhões só para o desenvolvimento do Campo de Pitú”, diz.