Equipe da ONU vai avaliar as condições da população

Publicação: 2019-03-10 00:00:00 | Comentários: 0
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Uma equipe vinculada ao Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos vai à Venezuela na segunda-feira (11) e terça-feira (12) próximas. Segundo a entidade, a visita atende um convite do governo venezuelano.

Os especialistas vão se reunir com integrantes do governo, da Assembleia Nacional da Venezuela, da sociedade civil, além de vítimas de violações dos direitos humanas. A equipe irá a Caracas e outras cidades venezuelanas.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) informou que o número de pedidos de asilo por parte de venezuelanos chega a 414 mil, desde 2014. Cerca de 60% deste total apenas em 2018.

O Acnur alerta sobre a necessidade de manter o caráter “civil e humanitário” para a concessão de asilo. Segundo o alto comissariado, os países latino-americanos concederam 1,3 milhão de permissões de residência e outras de status para regularizar a situação de venezuelanos, permitindo assim que tenham acesso à educação, saúde e oportunidades de trabalho.

Energia elétrica
A Venezuela sofreu, entre a noite de quinta-feira (7) e a sexta-feira (8), o maior apagão da história do país. Uma falha na Hidrelétrica de Guri, que fornece a maior parte da energia para o país, obrigou os venezuelanos a passar mais de 22 horas no escuro. Enquanto o líder da oposição, Juan Guaidó, usou o blecaute para convocar a população para um ato hoje contra o presidente Nicolás Maduro, o chavista atribuiu a falta de luz a uma “guerra elétrica” conduzida pelos Estados Unidos.

A falta de energia afeta também o Estado brasileiro de Roraima, única unidade da federação que não está interligado ao sistema elétrico nacional, que depende da energia fornecida pelo país vizinho. Termoelétricas foram acionadas para compensar a falta de energia na Venezuela.

Até esta tarde, a luz tinha voltado de maneira parcial a 14 dos 23 Estados do país afetados pelo blecaute e para a maior parte da Grande Caracas.  Ao longo do dia, aulas foram canceladas e repartições públicas não funcionaram.

 O apagão afeta hospitais – a infraestrutura mais sensível à queda de energia– e a refrigeração de alimentos, levou à suspensão das aulas nesta sexta-feira, deixou sem abastecimento de água milhares de lares, causou interrupções na rede telefônica –voz e dados– e provocou o cancelamento de voos no aeroporto de Caracas. Na sexta-feira (8), aeroportos, bancos e comércios não funcionaram.











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