Escritor potiguar é eleito para Academia Brasileira de Letras

Publicação: 2017-03-08 23:33:00 | Comentários: 0
A+ A-
A Academia Brasileira de Letras elegeu nesta quarta-feira (8) um norte-rio-grandense como novo imortal. Escolhido por 30 dos 37 votos válidos, o eleito é o escritor João Almino, nascido em Mossoró (onde viveu até aos 12 anos), diplomata de carreira, autor de seis romances e de outros livros de ensaios literários.
Site/DivulgaçãoJoão Almino conquistou a cadeira de número 22 e é o quarto potiguar a alcançar o patamar mais alto da AcademiaJoão Almino conquistou a cadeira de número 22 e é o quarto potiguar a alcançar o patamar mais alto da Academia

Detentor de vários prêmios literários, entre eles o Casa de Las Américas de 2003 (foi finalista, ano passado, do Prêmio São Paulo de Literatura, com o romance “Enigmas da Primavera”, e semifinalista do Prêmio Oceanos com o mesmo livro). Seus livros já foram traduzidos para o inglês, espanhol, francês e italiano. Nascido em 1950, João Almino está na casa dos 66 anos.

João Almino conquistou a cadeira de número 22, que era ocupada pelo acadêmico Ivo Pitanguy, que faleceu em 6 de agosto de 2016. Os outros concorrentes da disputa eram:  José de Itamar de Abreu Cosa, Osmann de Oliveira, Juarez Avelar, Antonio Spyer de Mourão Matos.

Eleito, João Almino é o quarto potiguar a alcançar o patamar mais alto da Academia Brasileira de Letras. O primeiro foi o historiador Rodolfo Garcia (25/05/1873 - 14/11/1949) nascido no vale do Ceará Mirim. O segundo foi o jornalista, médico e escritor Peregrino Júnior (12/03/1898 – 12/10/1983), natalense. O terceiro imortal é o jornalista e escritor Murilo Melo Filho, dos grandes nomes do jornalismo político brasileiro, natalense nascido na Ribeira em 13 de outubro de 1928 e que certamente votará no conterrâneo.  Murilinho também pertence à Academia Norte-Rio-Grandense de Letras.

Numa entrevista que deu ao blog Saraiva Conteúdo, nos idos de 2010, respondendo à pergunta “Você nasceu em Mossoró, interior do Nordeste brasileiro, e atualmente reside em Chicago. O que fica de sua cidade natal em sua escrita? Como as cidades interagem com sua produção literária”, João Almino falou:
- Meu maior dilema era se eu deveria situar as minhas histórias no Nordeste, de onde eu venho, especialmente Mossoró, ou em Brasília, onde eu morei dez anos. Em Mossoró morei os 12 primeiros anos da minha vida, depois oito anos em Fortaleza. O que me levou a não situar as histórias do Nordeste é porque fui leitor, muito cedo, da obra dos regionalistas nordestinos.


continuar lendo



Deixe seu comentário!

Comentários