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Escritor resgata versão potiguar do Modernismo em novo livro
Publicado: 00:00:00 - 21/05/2022 Atualizado: 20:14:21 - 20/05/2022
O movimento modernista também inovou no campo da palavra, e sua influência se faz sentir até hoje na literatura brasileira. O professor, músico e escritor Alexandre Alves resgata a versão potiguar dessa história com o livro “Poesia moderna no RN: primeiro tempo 1925-1930” (Ed. Queima-Bucha), que será lançado neste sábado (21), a partir das 11h, no Seburubu, Cidade Alta. Nos 100 anos do Modernismo no Brasil, a obra aborda os únicos seis nomes até agora descobertos e ligados à poesia moderna no RN na década de 1920, período inicial do Modernismo nacional.

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O professor, músico e escritor Alexandre Alves resgata a versão potiguar do Modernismo com o livro Poesia moderna no RN: primeiro tempo 1925-1930

O professor, músico e escritor Alexandre Alves resgata a versão potiguar do Modernismo com o livro Poesia moderna no RN: primeiro tempo 1925-1930


“A liberdade de expressão na literatura brasileira de hoje nasceu com os modernos, e isso inclui os potiguares. Mas poucos potiguares ousaram escrever poesia moderna na década de 1920. Acho que a capital ainda não estava preparada para tanta audácia poética”, afirma Alexandre à TRIBUNA DO NORTE. A obra é uma continuação do doutorado da UFRN realizado por ele entre 2010 e 2013. O escritor também é professor do curso de Letras da UERN, campus Mossoró. 

A pesquisa de Alexandre trouxe à tona os poucos potiguares que ousaram aderir à estética modernista no começo do século XX, entre personagens conhecidas e (até então) anônimas. Há nomes já importantes, como as figuras dos natalenses Jorge Fernandes e Palmyra Wanderley entre os pioneiros do Modernismo nas terras potiguares. Também estão presentes os nomes de Câmara Cascudo e Othoniel Menezes entre os pioneiros do Modernismo potiguar.

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Obra aborda os únicos seis nomes ligados à poesia moderna no RN

Obra aborda os únicos seis nomes ligados à poesia moderna no RN


Segundo o autor, o achado do livro é a poesia moderna do assuense Francisco Amorim. “Ele escreveu e leu em um sarau em 1929 e só foi lançar em livro numa hoje edição rara de 1984”, conta Alexandre. Também vem de Assu outro nome pouco conhecido, o poeta João Lins Caldas. Agora eles já estão devidamente registrados como nomes referenciais da lírica moderna pioneira no estado. 

A “audácia poética” do modernismo, Alexandre ressalta, só veio se estabelecer com força no RN quase 30 anos depois de ter nascido. “Tanto é que, em quantidade, a poesia moderna só vem a ganhar espaço maior por aqui na década de 1950, com a geração de Zila Mamede, Luiz Rabelo, Sanderson Negreiros e Newton Navarro, entre outros”, diz. 

Os poucos adeptos iniciais, no entanto, tornam ainda mais precioso seu pioneirismo no estado. Alexandre ressalta que nos anos 20 houve até mais poetas modernistas no RN do que na Paraíba, por exemplo. O único nome paraibano que se destacou no período foi o poeta negro Peryllo D'Oliveira. “A poesia moderna, seja ela potiguar ou não, é pai e mãe da poesia contemporânea”, enfatiza. 

Alexandre Alves já publicou 15 livros na área de literatura. “Há trechos dos meus livros já publicados em 'Poesia submersa poetas e poemas no RN', e outros trechos inéditos”, diz. O “Poesia moderna no RN” estará à venda por R$ 50, e aqueles que adquirirem a obra no dia do lançamento, levarão de brinde um cartão postal com fotos dos seis autores do primeiro tempo da poesia moderna norte-rio-grandense.

Serviço:
Livro “Poesia moderna no RN: primeiro tempo 1925-1930” (Ed. Queima-Bucha), de Alexandre Alves. Lançamento sábado (21), às 11h, no Seburubu, Avenida Deodoro da Fonseca, 307, Cidade Alta.

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