Estado assume gestão de leitos em 2 hospitais

Publicação: 2020-12-05 00:00:00
Nesta sexta-feira (4), antes de anunciar as novas medidas de contingência, a governadora Fátima Bezerra visitou o Hospital João Machado, em Natal, onde os 20 novos leitos ativados durante a pandemia foram oficialmente repassados pela empresa privada contratada para geri-los de forma emergencial para o Estado. O mesmo aconteceu em Macaíba e outras unidades hospitalares que atendem pacientes via Sistema Único de Saúde (SUS). 

Créditos: Elisa ElsieLeitos nos Hospitais João Machado, em Natal, e Alfredo Mesquita, em Macaíba, serão geridos pela SesapLeitos nos Hospitais João Machado, em Natal, e Alfredo Mesquita, em Macaíba, serão geridos pela Sesap

A ideia é que, após a pandemia, esses leitos continuem sendo utilizados de forma a ampliar a capacidade de atendimento da rede estadual. No caso dos leitos do Hospital João Machado, por exemplo, essa e outras medidas de ampliação deverão transformá-lo em uma das maiores unidades hospitalares do Estado. 

Essa unidade, que tem foco principalmente nos atendimentos da saúde mental, passará também a atuar em outras especialidades, e se tornará também referência para atendimento clínico. “Vivemos um momento bem diferente daquele enfrentado no início da pandemia. Hoje, pudemos afirmar aqui para a população do Rio Grande do Norte que o Governo do Estado está preparado para garantir assistência à saúde para a população”, disse a governadora. 

No que diz respeito ao aumento da capacidade de testagem, isso deverá ser feito graças a uma parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que vai realizar um “inquérito sorológico”. Nessa pesquisa, 24 mil potiguares deverão ser testados em seus domicílios nas diferentes regiões  potiguares a partir de janeiro. 

Maura Sobreira disse ainda que o fato do Estado estar sendo capaz de testar não apenas as pessoas que fazem parte dos grupos de risco para a Covid-19 como também a população economicamente ativa é um dos fatores que tem resultado no aumento de casos registrados no RN. “No início da pandemia, os grupos prioritários eram testados. Hoje, temos também a possibilidade de testar a população em idade produtiva. São os que mais circulam e também os que vem descumprimento as medidas e recomendações de distanciamento social”, sublinhou a gestora.

As autoridades de saúde avaliam diferentes fatores para fazerem as classificações de risco de cada região de saúde e a situação de avanço da pandemia. O aumento de óbitos e procura por leitos críticos e clínicos são alguns dos avaliados. 

Segunda onda
Apesar da estabilidade identificada no número de óbitos no Estado, Maura Sobreira fez questão de destacar que o Estado nunca chegou a sair da “primeira onda” da doença. “Nunca saímos da primeira onda. Tivemos uma redução de casos. É uma rede estruturada que permitiu que essa taça de ocupação se mantivesse abaixo de 40%. O que visualizamos agora são aumentos em algumas regiões de saúde que já repercutem em ocupação de leitos mas que não tem impacto, ainda, em relação à taxa de mortalidade”, pontuou.