Estado Islâmico reivindica atentados no Sri Lanka

Publicação: 2019-04-24 00:00:00 | Comentários: 0
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O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta terça-feira, 23, os atentados que deixaram mais de 300 mortos e 500 feridos - dos quais 375 continuam internados em hospitais - no domingo de Páscoa no Sri Lanka.

Velórios coletivos são realizados em diversas cidades do Sri Lanka
Velórios coletivos são realizados em diversas cidades do Sri Lanka

“Os autores dos ataques contra os cidadãos do países da coalizão (anti-EI) e os cristãos no Sri Lanka de anteontem são combatentes do EI", afirmou o grupo extremista em uma mensagem divulgada por sua agência de propaganda, Amaq, mas cuja autenticidade não pôde ser verificada.

Na segunda-feira, as autoridades do Sri Lanka atribuíram os atentados ao movimento islamita local National Thowheeth Jama'ath (NTJ), que não reivindicou os ataques, mas disseram que ainda investigavam se o grupo havia recebido apoio logístico internacional.

Os primeiros elementos da investigação também apontam que os ataques foram uma represália ao recente massacre em duas mesquitas da Nova Zelândia, afirmou o ministro cingalês da Defesa, Ruwan Wijewardene.

“As investigações preliminares revelaram que o que aconteceu no Sri Lanka foi uma represália pelo ataque contra os muçulmanos de Christchurch", declarou Wijewardene no Parlamento, em referência ao ataque que deixou 50 mortos no dia 15 de março em duas mesquitas desta cidade do sul da Nova Zelândia.

Wijewardene disse que as investigações revelam que o NTJ tem vínculos com o relativamente desconhecido movimento islamita radical na Índia Jamaat-ul-Mujahideen India (JMI). As autoridades têm poucas informações sobre o JMI, exceto alguns dados revelados ano passado, e a informação de que ele está ligado a um grupo de nome similar em Bangladesh.

O ministro acrescentou que o país está recebendo apoio internacional na investigação, mas não revelou detalhes. “Houve falhas de segurança e haverá investigações", afirmou Wijewardene um reconhecimento que foi compartilhado por outros integrantes do governo cingalês, sobretudo desde que veio à tona a informação de que as forças de segurança tinham sido alertadas no início do mês para possíveis ataques a igrejas e destinos turísticos no país.

“Temos que tomar medidas para proibir grupos extremistas como este. Além disso, temos que levar os membros desta organização à Justiça", frisou Wijewardene. Até o momento, segundo os últimos dados informados pelo porta-voz da polícia do Sri Lanka, Ruwan Gunasekara, 40 pessoas foram detidas por suspeita de envolvimento com os atentados.

Além disso, o porta-voz policial solicitou à população em comunicado que “mantenha-se em alerta máximo", já que há indícios de que ainda pode haver “um caminhão e uma caminhonete lotados com explosivos" em alguma parte do país, sem fornecer mais detalhes.

Execuções
As autoridades da Arábia Saudita informaram nesta terça-feira, 23, que 37 pessoas acusadas de terrorismo foram executadas - uma delas crucificada -, dois dias depois de um ataque terrorista frustrado ter tido autoria reivindicada pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

O Ministério do Interior anunciou que as execuções aconteceram depois que o Tribunal de Apelação, o Tribunal Supremo e um decreto real confirmaram as penas. De acordo com a nota, as pessoas executadas foram condenadas por crimes como adoção de ideologia extremista, formação de células terroristas, desestabilização da segurança, assassinato de soldados e traição por colaboração com entidades hostis ao reino.

Ainda segundo a pasta, as execuções aconteceram nesta terça nas cidades de Riad, Meca, Medina, Kassala, Al Qasim e Asir. O governo informou que todos os executados, que foram identificados no comunicado, eram sauditas. Segundo a nota, um deles foi crucificado, uma modalidade de execução não muito comum nos últimos anos e reservada aos autores de crimes considerados extremamente graves.








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