Estado registra cinco casos suspeitos de coronavírus

Publicação: 2020-03-03 00:00:00
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Ícaro Carvalho
Repórter

O Rio Grande do Norte tem cinco casos suspeitos para COVID-19 e outros quatro descartados, totalizando nove notificações. Nenhum caso foi confirmado para o novo coronavírus no Estado. A informação consta no segundo Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde Pública do RN (Sesap), divulgado nesta segunda-feira (02).

Créditos: Arquivo/TNHospital Giselda Trigueiro é referência para casos de internamento por coronavírusHospital Giselda Trigueiro é referência para casos de internamento por coronavírus


De acordo com o boletim, os casos suspeitos têm entre 15 e 59 anos e estão localizados nas cidades de Natal e Parnamirim. Dos cinco suspeitos, quatro deles são na capital potiguar. Dos descartados, três são em Parnamirim e um em Natal.

No tocante aos casos suspeitos, a Sesap aguarda resultados dos exames laboratoriais para chegar a uma conclusão. As amostras estão sendo processadas pelo Laboratório Central do RN (Lacen-RN) e pelo Instituto Evandro Chagas, no Pará. As amostras analisadas no LACEN-RN tem um prazo de até 72 horas e para as amostras analisadas no IEC, o prazo é de até 07 dias.

"Os referidos pacientes seguem com estado geral bom, em isolamento domiciliar, sendo esta medida a recomendada para casos sem complicações clínicas, conforme Protocolo Clínico Estadual e Nacional", aponta o boletim.

No documento enviado à imprensa, a Sesap disse ainda que os três casos descartados foram classificados como Influenza B e Influenza A (H1N1).

“Os três casos encerrados como casos descartados foram assim definidos em virtude dos exames laboratoriais analisados no LACEN-RN terem positivado para outro vírus respiratório, logo descartando a hipótese de SARS-CoV-2, assim como um caso foi descartado por não ter sido detectado o vírus SARS-CoV-2 na amostra analisada pelo Instituto Evandro Chagas (IEC).

Além desses casos suspeitos e dos descartados, o Rio Grande do Norte registrou ainda outros três casos excluídos, isto é, sequer chegaram a ser cogitados como casos suspeitos. Foram os casos da menina de 10 anos, que esteve num cruzeiro que ia à Xangai e foi desviado para Hong Kong, na China, e do jovem de 25 anos de Baía Formosa, que alegou ter contato com chineses em Tibau do Sul, fato que não foi verificado pelas autoridades.

Secretários estaduais querem aporte de recursos
Preocupados com a chegada do Coronavírus no País, que já tem dois casos confirmados no Estado de São Paulo e outros 433 casos suspeitos em todo o Brasil, gestores estaduais se reuniram para assinar um documento, em conjunto, solicitando aporte de recursos para enfrentar o vírus.

Em nota assinada pelo presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Alberto Beltrame, os gestores alertam para o impacto na ampliação de custos no sistema com o cenário que se desenha e buscam “antever estas necessidades e prover a gestão do SUS de recursos adicionais de forma tempestiva”.

Em resumo, os gestores têm duas pautas prioritárias. Uma delas é o aporte de recursos destinados ao custeio de ações de média e alta complexidade na razão de R$ 4,5 (quatro reais e cinquenta centavos) per capita, que seriam repassados aos Estados a fim de subsidiar o financiamento de soluções imediatas e estruturantes a serem adotadas. A outra diz respeito a habilitação célere dos novos leitos de UTI pleiteados pelos Estados e municípios, com respectivo repasse financeiro imediato e permanente.

O documento foi assinado e enviado nesta segunda-feira (02) e endereçado ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Como o novo coronavírus é transmitido?
As investigações sobre transmissão do novo coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa está ocorrendo.

Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o novo coronavírus se espalha de pessoa para pessoa.

Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

Gotículas de saliva;

Espirro;

Tosse;

Catarro;

Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;

Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Os coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe e, portanto, o risco de maior circulação mundial é menor.

O vírus pode ficar incubado por duas semanas, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

Como prevenir o novo coronavírus?
O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;

Realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;

Utilizar lenço descartável para higiene nasal;

Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;

Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

Manter os ambientes bem ventilados;

Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;

Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Quais são os sintomas do novo coronavírus?
Os sinais e sintomas clínicos do novo coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias.

Os principais são sintomas são:
Febre.

Tosse.

Dificuldade para respirar.

Como agir
Em caso de uma pessoa apresentar os sintomas do coronavírus, os potiguares podem ligar para três telefones diferentes para darem entrada nas unidades especializadas e fazerem os exames. Esses números são do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, da Sesap.

No entanto, vale salientar que estar com os sintomas da doença não necessariamente significa que o usuário contraiu o vírus. Por isso, autoridades e especialistas tem utilizado o termo “vínculo epidemiológico”, isto é, a pessoa ter tido contato com pessoas dos países afetados ou ter viajado a um dos locais que têm casos confirmados. São eles: China, Japão, Coréia do Sul, Coréia do Norte, Singapura, Camboja, Vietnã, Tailândia, Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália, Malásia.

Os telefones:
(84) 98102-5948 (Whatsapp)

0800 281 2801

(das 7h às 17h)

3232-2801 (das 7h às 18h)

Números
5 é o número de casos suspeitos para coronavírus no RN

4 casos foram descartados

3
foram excluídos










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