Estado vai gastar R$ 794 mil em muros dentro de Alcaçuz

Publicação: 2017-01-26 00:06:00 | Comentários: 0
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O Governo do Estado, através do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER), vai pagar R$ 794.028,00 para separar fisicamente as facções criminosas dentro da Penitenciária Estadual de Alcaçuz. O contrato para a instalação dos contêineres e construção do muro de concreto foi publicado na edição do Diário Oficial do Estado de ontem (25).
Magnus NascimentoA barreira provisório de contêineres está separando os pavilhões 1, 2 e 3 dos pavilhões 4 e 5A barreira provisório de contêineres está separando os pavilhões 1, 2 e 3 dos pavilhões 4 e 5

Pelo contrato, a empresa M H Construtora Ltda-EPP terá 90 dias para realizar, além dos serviços emergenciais de instalação de barreira provisória de contêineres marítimos, a construção do muro interno com pré-moldados em concreto, concretagem do sub-leito na faixa de terra existente entre a perimetral externa e o muro externo de Alcaçuz, e instalação de cerca equipada com sistema de alarme e concertinas (espiral farpada) a 50 metros do muro da penitenciária.

Para fazer o pagamento, o Governo do Estado utilizará verbas disponíveis em orçamento das áreas de Segurança Pública e também das já direcionadas ao Sistema Prisional, através da Secretaria de Justiça e Cidadania. O muro de contêineres já está pronto e separa os pavilhões 4 e 5, onde estão detentos do PCC, dos demais pavilhões da unidade. Uma das metas da intervenção das forças táticas da Polícia Militar, na terça-feira (24), foi possibilitar a conclusão do muro provisório montado com contêineres.

A barreira de contêineres irá auxiliar a construção de um muro de concreto, feito com peças pré-moldadas, de 6 metros de altura e 90 metros de extensão. Ele terá a mesma altura dos muros que circundam a penitenciária. Apesar do prazo de 90 dias, dado pelo contrato para todos os serviços previstos, o governo já divulgou que pretende concluir a construção do muro de concreto em 15 dias.

O motim revelou que a unidade prisional, a maior do Rio Grande do Norte, está sob comando dos presos há quase dois anos, quando as portas das celas foram quebradas e os detentos passaram a circular livremente dentro dos pavilhões. Isso impediu que a Polícia Militar, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e agentes penitenciários do Grupo de Operações Especiais (GOE) retomassem o controle da unidade após 48 horas de rebelião. As forças de segurança foram barradas ao tentar entrar no presídio, mesmo com relatos de mais mortes e a possibilidade de novos confrontos entre presos.

A perda do controle do governo do RN nas penitenciárias teve início em março de 2015, quando presos de 16 unidades, além de um centro de recuperação de crianças e adolescentes em situação de risco, orquestraram uma quebradeira das carceragens. Nas ruas, ônibus foram queimados e bases policiais foram atacadas. Os detentos mostraram que, de dentro das prisões, impunham medo. Na ocasião, foi decretado estado de emergência no sistema prisional.

Atualmente, os integrantes do PCC ocupam o presídio Rogério Coutinho Madruga (pavilhão 5 ), e ainda o pavilhão 4.  Os pavilhões 1, 2 e 3 de de Alcaçuz abrigam integrantes do Sindicato do RN, facção criminosas que disputam poder no comando do tráfico de drogas no Estado.

Números
90
metros é a extensão do muro de concreto que será erguido com preças pré-moldadas, numa altura de 6 metros

90 dias é o prazo do contrato para a obra definitiva, mas o governo anunciou que pode concluir o muro definitivo em 15 dias


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