Estado vai receber R$ 7,16 milhões do Ministério

Publicação: 2020-03-17 00:00:00
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O Rio Grande do Norte vai receber R$ 7,16 milhões do Ministério da Saúde para ações de saúde no combate ao coronavírus. O valor é a metade do solicitado pelo Estado no dia 4 deste mês, de R$ 15,6 milhões, pleiteado para ampliar o custeio do Sistema Único de Saúde (SUS). Para o secretário de saúde, Cipriano Maia, o valor é “completamente insuficiente” se houver um agravamento de casos do Covid-19, a doença causada pelo coronavírus, no estado.

Os recursos estão previstos na portaria nº 395 publicada nesta segunda-feira, 16, no Diário Oficial da União, que estabelece as verbas que Estados e Municípios receberão. A portaria estabelece que os recursos são provenientes do “Bloco de Custeio das Ações e Serviços Públicos de Saúde – Grupo de Atenção de Média e Alta Complexidade”.

A soma total dos recursos transferidos chega a R$ 424 milhões e frustra os governadores, que esperavam cerca de R$ 5 bilhões. A governadora Fátima Bezerra afirmou nesta segunda-feira que o Fórum de Governadores do Brasil pleiteia um volume maior para cobrir os gastos com a saúde. Outras reivindicações do Fórum são medidas para diminuir o impacto econômico do coronavírus, como aprovação do Plano Mansueto (de ajuda financeira aos Estados), suspensão do pagamento de dívidas dos Estados com União e aprovação do Fundeb.

A distribuição dos R$ 424 milhões aos Estados considerou um valor de R$ 2 per capita. Os governadores pediram um aporte no valor de R$ 4,5 per capita. Com 3,47 milhões de habitantes, o Rio Grande do Norte teria acesso a R$ 15,6 milhões. No início do mês, o secretário estadual de saúde Cipriano Maia afirmou que esse recurso seria “um alívio” para melhorar a capacidade de resposta.

Exames
Outra reivindicação do Estado é a distribuição de kits para a análise dos exames de diagnóstico do coronavírus no Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande (Lacen). Atualmente, os exames dos casos suspeitos potiguares são diagnosticados no Pará e demoram até uma semana para a resposta.

Os kits são produzidos pela Fundação Fiocruz e, segundo o secretário Cipriano Maia, o Ministério da Saúde firmou compromisso de distribuir para todos os Estados na proporção em que a produção aumente. Entretanto, não há previsão para o Lacen iniciar a análise. Maia afirmou que as equipes do laboratório já estão treinadas.

O protocolo adotado pela Sesap para agilizar o diagnóstico é realizar os exames para identificar outros vírus respiratórios, como a Influenza, em casos de pacientes que apresentem febre e outro sintoma de gripe. Caso esses exames não identifiquem outros vírus, a análise do coronavírus é realizada. “O exame só vai ser utilizado por critério médico em casos realmente suspeitos por critério clínico ou epidemiológico que justifique o diagnóstico. Não adianta o pessoal se desesperar e sair procurando unidade para fazer exame”, afirmou Maia.

O motivo apontado pelo secretário é de que não há kits no Brasil suficiente para todo mundo. “Isso [o número de exames] a gente vai estar ampliando, mas não temos kits suficientes no Brasil e nem condições de importar a curto prazo para fazer exames de massa”, afirmou. “Muitas vezes o diagnóstico vai ser mais clínico epidemiológico e não só laboratorial. O laboratorial será confirmatório e você pode traçar estratégias para fazer isso por amostragem.”

Como o novo coronavírus é transmitido?

As investigações sobre transmissão do novo coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa está ocorrendo.

Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o novo coronavírus se espalha de pessoa para pessoa.

Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

gotículas de saliva;

espirro;

tosse;

catarro;

contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;

contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Os coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe e, portanto, o risco de maior circulação mundial é menor.

O vírus pode ficar incubado por duas semanas, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

Como prevenir o novo coronavírus?
O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;

realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;

utilizar lenço descartável para higiene nasal;

cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

higienizar as mãos após tossir ou espirrar;

não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

manter os ambientes bem ventilados;

evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;

evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Quais são os sintomas do novo coronavírus?
Os sinais e sintomas clínicos do novo coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias.

Os principais são sintomas são:
Febre.

Tosse.

Dificuldade para respirar.









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