Estratégias

Publicação: 2020-06-30 00:00:00
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Itamar Ciríaco - itamar@tribunadonorte.com.br

O mundo acostuma as pessoas a ter um pensamento simples, unilateral. No entanto, a melhor forma de observar e julgar qualquer coisa é a multilateralidade, ou seja observar tudo sob vários ângulos e aspectos, chegando a conclusões que, por vezes, não se resumem a apenas uma resposta. Sendo assim, o observador pode, inclusive, ter respostas diferentes para a mesma questão e, apesar disso, ambas estarem corretas. Para mim é o que parece no caso das estratégias de ABC e América neste momento de organização para o retorno ao futebol. Os dois clubes trabalham dentro de suas realidades financeiras e com perspectivas diferentes de possibilidade de retomada. Por isso, ambos podem estar corretos.

Estratégias 1
O América vive um momento diferente em termos financeiros, em relação ao ABC. Além de estar com as contas mais favoráveis, o Alvirrubro vê, diante dos seus olhos, a real possiblidade de “colocar as mãos” em mais de R$ 2 milhões. Esse é prêmio para passar de fase na Copa do Brasil e, para isso, basta derrotar o Juventude/RS (jogo de ida 1 a 1 em Caxias). Logo, se você analisar apenas esse cenário, de contas melhores e perspectivas imediatas, já é justificável que o Alvirrubro antecipe testes e viaje para Pernambuco, onde irá treinar. 

Estratégias 2
No caso do ABC, no entanto, a situação é outra. O clube vive uma grave crise financeira e seus dirigentes já admitiram que existe atraso na folha de pagamentos. Além disso, o Alvinegro tem perspectivas financeiras imediatas muito menores que o rival. A principal disputa que envolve diretamente recursos é a Copa do Nordeste. Passar de fase (para isso tem que vencer o CSA e manter a vantagem no saldo de gols em relação ao Sport) vai lhe render uma premiação de R$ 300 mil. A Série D é uma despesa para lucros futuros, assim como o Estadual, caso esse volte. Sendo assim, o clube prefere ficar em compasso de espera e aguardar por definições das autoridades sanitárias locais, uma vez que, liberados os treinos, os custos com uma viagem, CT alheio, etc seriam eliminados. Apesar disso, o presidente do clube confirmou, em entrevista à Jovem Pan News Natal, no programa Tribuna Esporte, que pode sim utilizar esse artifício.

Estratégias 3
Apesar de motivos e estratégias diferentes para a retomada, o medo de ABC e América é um só: ficar para trás no tempo de preparação em relação aos rivais. A Confederação Brasileira de Futebol, que em princípio parecia tomar as rédeas desse processo de retorno, abriu mão e o que estamos vendo, no futebol nacional, é um verdadeiro samba do crioulo doido. Alegando que existem realidades diferentes no País, em relação à pandemia de Covid-19, a CBF tem deixado os estados tomarem suas decisões. Acontece que, dessa forma, a desigualdade de condições, que já existe no futebol, vai ser ampliada. Locais onde à pandemia não permita treinos e onde os clubes não tenham condições de bancar deslocamentos e até testes, vão ver seus clubes ficarem para trás.

Créditos: Divulgação


105 anos
Não é qualquer instituição que atinge uma marca tão poderosa: 105 anos de existência. Só esse número já bastaria para mostrar a força do ABC e suas possibilidades de crescimento. Parabéns ao clube e ao torcedor abecedista. É dessa sinergia que surge o gigante que é o Alvinegro de Natal. Força e fé para que o clube supere as dificuldades de momento e siga em frente representando o futebol Potiguar.
Paradesporto O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) lançou nesta segunda-feira, 29, a quinta aula do projeto Movimente-se, que oferece aulas gratuitas de atividades físicas voltadas exclusivamente a pessoas com deficiência. Os exercícios, que podem ser acompanhados pelo site do Movimento Paralímpico têm contribuído para este público obter ganhos significativos durante o período da pandemia. 

Livro 
Depois de expulsar seus demônios e contar sua história de amizade com Sócrates, chegou a hora de Casagrande mergulhar fundo em si mesmo. Travessia, novo livro de Walter Casagrande Jr lançado pela Globo Livros, pode ser considerado o mais íntimo dos três já lançados pelo ex-jogador, escritos ao lado de Gilvan Ribeiro. Nada foi deixado de fora da trajetória intensa e inquieta do astro dos gramados. 

Livro 1 
O livro parte do comovente depoimento de Casagrande durante a final da Copa do Mundo de 2018, quando revelou ter passado sóbrio todo o período da competição. Casão mostra como nunca antes o seu lado mais humano, entre recaídas, histórias emocionantes que envolvem amores, música, drogas, espiritualidade, política, entre outros ingredientes, em um papo íntimo e aberto. O gigante que antes colocava medo nos adversários dentro de campo expõe seus medos e traumas durante a luta contra a dependência química, além de sua rotina e momentos importantes dos últimos anos.







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