Estudantes vão às ruas no Brasil

Publicação: 2019-08-14 00:00:00 | Comentários: 0
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Convocados por entidades sindicais e movimentos estudantis, professores, técnico-administrativos e estudantes participaram nesta terça-feira, 13, em pelo menos 200 cidades do país, de atos contra o contingenciamento de recursos da educação, em defesa da autonomia das universidades públicas e contra a reforma da Previdência. Organizadores informaram que aproximadamente 900 mil pessoas compareceram aos atos. O número não foi confirmado por autoridades oficiais.

Populares foram às ruas de quase todas as capitais brasileiras, incluindo Brasília, e prostetaram contra medidas do governo atual
Populares foram às ruas de quase todas as capitais brasileiras, incluindo Brasília, e protestaram contra medidas do governo atual

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), foram agendados atos em  26 estados, além do Distrito Federal. A manifestação nacional foi uma continuidade da mobilização de maio, organizada em defesa da manutenção das verbas para o ensino superior. Para a União Nacional dos Estudantes (UNE), os contingenciamentos anunciados pelo governo afetam não só o ensino superior, mas também a educação básica, o ensino médio e programas de alfabetização.

De acordo com a UNE, os protestos também são contra a proposta do Ministério da Educação (MEC) de instaurar o programa Future-se, que, segundo a pasta, busca o fortalecimento da autonomia administrativa, financeira e da gestão das universidades e institutos federais. Para as entidades sindicais e movimentos estudantis, o projeto transfere atribuições dos governos para o mercado.

Na capital paulista, centenas de estudantes, professores e manifestantes de movimentos sociais ocuparam parcialmente o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) na tarde desta terça. Terceiro protesto convocado desde o anúncio de contigenciamento de 30% em verbas de universidades federais, a concentração para o ato fechou a Avenida Paulista apenas no sentido da Rua da Consolação, por onde uma passeata seguiu às 18h em direção à Praça da República.

“Acho que a população está mais indignada, porque os efeitos dos cortes na educação começam a aparecer agora", disse o presidente da UNE, Iago Montalvão. Ele destacou que o protesto também é motivado por atos recentes do presidente do Jair Bolsonaro, como a demissão do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão. “Estão negando a ciência, negando o método científico."

Os manifestantes também criticaram o mais recente programa anunciado pelo Ministério da Educação, o Future-se, que promete autonomia financeira a universidades federais. A UNE classifica o projeto como uma “tentativa envergonhada de privatização das universidades". A proposta da pasta inclui o repasse a organizações sociais (OS) de projetos em áreas de ensino, pesquisa e inovação.

Alguns manifestantes também carregavam cartazes com o rosto de Fernando Santa Cruz, morto na ditadura militar, pai do atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. “Herói dos estudantes", dizia o cartaz confeccionado pela UNE.

Há algumas semanas, Bolsonaro gravou um vídeo em que diz que contaria a Felipe como o pai foi morto.




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