Europa reforça medidas de controle

Publicação: 2020-10-24 00:00:00
Com a adoção de toques de recolher em novas regiões de França e Itália, o retorno do confinamento geral em Gales e o aumento das restrições em outras áreas do Reino Unido e da Espanha, a Europa reforçou as medidas, a partir de ontem para tentar frear a segunda onda da pandemia de covid-19 no continente.

Créditos: KENZO TRIBOUILLARD/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚPrimeiro-ministro francês Jean Castex afirma que serviços hospitalares “passarão por um teste”Primeiro-ministro francês Jean Castex afirma que serviços hospitalares “passarão por um teste”

No momento, segundo o Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Doenças (ECDC), a evolução da pandemia da covid-19 está gerando "grave preocupação" em 23 países da União Europeia (UE), assim como no Reino Unido.

Somente Finlândia, Chipre, Estônia e Grécia estão fora dessa relação. Há um mês, apenas sete países europeus estavam na lista vermelha. Ontem, o primeiro-ministro espanhol, o socialista Pedro Sánchez, afirmou que o "número real" de pessoas infectadas pela covid-19 no país passa de três milhões, embora oficialmente o país tenha registrado um milhão de casos.

O chefe de governo explicou que a grande diferença é explicada pelo fato de que, no início da pandemia, a detecção era deficiente e, agora, "70% dos casos são diagnosticados". "A situação é grave e vem de meses muito duros com a chegada do frio", advertiu Sánchez, em uma mensagem destinada a preparar a população para medidas mais duras que devem ser objeto de acordo entre as regiões autônomas. 
Na Espanha, essas regiões tomam as decisões na área da saúde, junto com o governo central.

Antes do discurso de Sánchez, as autoridades de várias das 17 regiões autônomas do país anunciaram novas restrições, e algumas pediram ao Executivo central a adoção de um toque de recolher. A Espanha é um dos países mais afetados pela covid-19, com mais de 34.500 vítimas fatais.

No Reino Unido, país mais castigado da Europa, com mais de 44 000 mortes provocadas pela doença confirmadas, entra em vigor em Gales um segundo confinamento geral nesta sexta-feira. A região será a primeira do país a adotar a medida drástica, e seus mais de três milhões de habitantes terão de "permanecer em casa" até 9 de novembro.

Na Inglaterra, o governo de Boris Johnson tenta evitar um novo confinamento geral. Mais da metade de seus 56 milhões de habitantes vive, porém, em zonas com estado de alerta elevado e com importantes restrições.

Na quinta-feira, Jason Leitch, um dos coordenadores de Saúde da Escócia, advertiu que os cidadãos devem se preparar para um "Natal digital".

Na quinta-feira, a Irlanda se tornou o primeiro país europeu a adotar novamente o confinamento completo da população por seis semanas. O comércio não essencial permanecerá fechado, mas as escolas continuarão abertas.















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