Evaristo Piza cobra equilíbrio do time

Publicação: 2021-01-24 00:00:00
Evaristo Piza, Treinador do América sabe que o ano de 2021 será de muita cobrança no Alvirrubro e, por isso, promete focar uma boa parte de sua atenção desde o primeiro dia de trabalho no lado emocional dos jogadores. Pesa sob os ombros dos profissionais que estão no clube, os quatro anos de insucesso na missão de sair da Série D e, por isso, Piza pretende trabalhar bem o lado psicológico dos atletas.

Créditos: Divulgação

A ideia é aproveitar a pressão da torcida, que será natural, frente ao estado das coisas, para passar aos profissionais a importância de cada competição que o clube irá disputar na temporada. 

Com 48 anos e formado em Educação Física, o treinador sabe que terá limitações financeiras no ano, onde o América irá disputar o Campeonato Potiguar, a Copa do Brasil e a Série D do Brasileiro. O Objetivo e chegar bem em todas as competições, principalmente na Copa do Brasil, quando o avançar das fases pode garantir caixa ao clube dando condições a diretoria fortalecer o elenco que irá disputar o Brasileirão, com a obrigação de lutar pelo acesso.

O Alvirrubro será o 14º clube na carreira do profissional, que enveredou na carreira de treinador no ano de 2002, comandando o sub-15 do Guarani. Em 2005, no Paulínea, surgiu a primeira oportunidade de realizar trabalhos com equipes profissionais. Isso após ele ter passado três anos como observador técnico no São Paulo.

De 2017 até o ano passado, sua vida profissional foi dividida entre os comandos do XV de Piracicaba e o Botafogo da Paraíba, pelo qual ele conquistou seu único título no cargo, em 2019.

A equipe que ele pretende mandar a campo, vai contar com um terço do elenco do ano passado, então ele terá em mãos um grupo bem modificado. Ciente de que estará caminhando numa linha tênue, pelo fato do clube ter vindo de uma temporada onde não ganhou nada, ainda assim Evaristo Piza mantém a tranquilidade. Ele ressaltou que no Botafogo-PB, conseguiu ficar 22 meses desempenhando o cargo de técnico, justamente por se tratar de um profissional que traz números para as equipes pelas quais passa.

Entrevista:
Oportunidade
“ Tenho uma expectativa muito grande em relação a esse meu primeiro trabalho no RN, espero poder contribuir para conquistar os objetivos traçados pelo clube”

Busca
“A característica de jogo das minhas equipes é sempre a velocidade, um time que prioriza a parte ofensiva. Mas para que cheguemos a essa condição, necessitamos iniciar os trabalhos para que possamos colocar em prática nos treinos. Espero encontrar o modelo ideal de jogo, levando em consideração as características dos atletas que temos no grupo.”

Situação
“Já sabemos a parte do elenco que vinha atuando pelo clube e que deve permanecer, pedimos algumas peças dentro das características que penso em montar o América, no sentido de possuir um grupo competitivo para que possamos trazer os objetos estipulados. O orçamento do clube está mais enxuto e precisamos saber olhar e buscar atletas que atendam as expectativas do comando técnico”

Cobrança
“É natural para uma grande equipe e um clube que já viveu bons momentos no futebol brasileiro. Hoje o América se encontra na Série D, sabemos que está deslocado comparado a capacidade desse clube e a pressão se bem trabalhada, pode se tornar positiva. Porque é uma maneira de a gente pontuar no nosso dia a dia de trabalho, a importância que cada competição que iremos disputar possui para o América.  Para o clube não basta apenas o acesso, necessitamos conquistar o título estadual para garantir vaga direta na Copa do Nordeste e também fazer uma boa Copa do Brasil. O objetivo final só vai conseguir ser atingido se os anteriores forem alcançados. A Copa do Brasil pode nos render recursos importantes até para investir mais no grupo que irá disputar o Brasileiro”

Bases
“Todos os clubes em que trabalhei e possuíam uma base para alimentar o elenco profissional, os atletas eram inseridos. Já conversei isso com a diretoria, o importante é evitar queimar etapas para que esses garotos tenham a oportunidade de dar as respostas necessárias para que a gente possa diminuir, inclusive, o número de atletas contratados”

Objetivo
“Temos de implantar no América, desde o princípio do trabalho, o equilíbrio emocional. Esse vai ser um ano de muita cobrança, todos sabem disso. Vamos ter muita responsabilidade para entrar na briga pela conquista da maior parte dos objetivos e queremos o acesso”