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Ex-número 1 do mundo comenta situação de Djokovic: "sempre há consequências"
Publicado: 12:07:00 - 14/01/2022 Atualizado: 12:09:01 - 14/01/2022
O britânico Andy Murray, ex-número 1 do mundo, soube ao longo desta sexta-feira do segundo cancelamento do visto de Djokovic, que mais tarde recorreu e adiou a decisão para domingo. "Esta não tem sido uma boa situação para ninguém. Não conheço todos os detalhes do processo e não sei como se dará a apelação. Todos gostaríamos que isso se resolvesse logo. A sensação é que está tomando muito tempo, o que não é ideal para o tênis nem para o torneio", afirmou.
Divulgação/Wimbledon
Tricampeão de Majors, Andy Murray disse que situação é ruim para torneio

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O britânico no entanto reforçou que a sua posição é favorável à vacinação contra a covid-19. "Cada um pode tomar sua própria decisão, mas aqui na Austrália você precisar estar vacinado para entrar e competir, então obviamente a maioria dos jogadores fez isso, coisa de 98%, e isso é muito positivo. Sempre há consequências para as decisões tomadas. Quando tomei minha último dose em Londres, me disseram que os casos graves estavam ocorrendo com não vacinados", completou.

Australian Open mantém chave

Apesar de toda a confusão jurídica em que se tornou o caso da entrada e permanência de Novak Djokovic em território australiano por causa da sua não vacinação contra a covid-19, a organização do Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam da temporada, indicou que o torneio começará pelo lado superior das chaves masculina e feminina. Dessa forma, na condição de atual campeão, o sérvio teria de jogar logo na segunda-feira, muito provavelmente na rodada noturna local, que acontece a partir das 5 horas de Brasília. Seu adversário será o compatriota Miomir Kecmanovic.

Embora não seja regra, é tradição na maioria dos Grand Slam que o campeão do ano anterior abra oficialmente o torneio seguinte na rodada nobre do primeiro dia de disputas.

Depois de ter o visto negado pela segunda vez, agora através de decisão do ministro da Imigração, os advogados de Djokovic entraram com recurso, que foi remetido à Justiça Federal da Austrália e deverá ser julgado no domingo. O sérvio será ouvido em audiência preliminar neste sábado e a partir daí será confinado e sem condição de treinar.

Se a deportação for mantida, Djokovic poderá ser substituído pelo russo Andrey Rublev, cabeça de chave número 5, que então enfrentaria Kecmanovic. Mas isso se a programação não for divulgada até a decisão judicial de domingo. Caso o Aberto da Austrália solte a lista de jogos antes disso, o lugar dele seria então preenchido por um "lucky-loser" - um tenista derrotado na terceira e última rodada do qualifying.

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