Excelência universitária

Publicação: 2017-10-08 00:00:00 | Comentários: 0
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Ângela Maria Paiva Cruz
Reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Nos seus quase 60 anos de existência, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte tem buscado a excelência acadêmica, razão pela qual é uma das instituições pilares para o desenvolvimento do nosso Estado. Contudo, situações recentes alcançaram proeminência diferenciada na nossa história.

Inicialmente, a colaboração de um grupo de pesquisa do Instituto Internacional de Física da UFRN para os três vencedores do Prêmio Nobel de Física de 2017, resultado divulgado nesta semana. A contribuição, essencial e fundamental para a prospecção dos americanos Barry Barish e Kip Thorne e do alemão Rainer Weiss, ganhadores da distinção, denota indubitavelmente o nível de expertise alcançado pelos pesquisadores do Instituto Internacional de Física, bem como o nível de reconhecimento internacional que a UFRN atingiu.

Com cinco linhas de pesquisa e uma sexta prestes a ser iniciada, o grau de excelência dentro do Instituto é similar ao nível da UFRN como um todo. Atesta essa nossa assertiva a divulgação pela Capes/MEC da avaliação quadrienal da pós-graduação no país. Nela, o Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia dos Materiais alcançou a nota máxima 7. Fato inédito no estado e raro no Nordeste, algo distintivo, uma marca fundamental, fruto de mérito e muito trabalho. Junto com as pós-graduações em Ecologia e Psicobiologia, que estão com conceito 6, forma a tríade de programas de pós-graduação da UFRN com desempenho equivalente ao alto padrão internacional, segundo a metodologia da Capes, e leva a Universidade a um grau diferenciado.

Contudo, o resultado está imerso em um contexto que nos subsidia a afirmar que tende a se acentuar positivamente. Em uma escala que vai de 1 a 7, na qual a pontuação igual ou superior a 4 indica bem ou muito bem avaliado, a Universidade Federal do RN alcançou a marca de 63,3% de seus programas avaliados deste patamar em diante. Outrossim, a UFRN apresentou crescimento na quantidade de programas de pós-graduação superior ao da média nacional: 143% a 85%, respectivamente.

Observamos com satisfação e compromisso redobrado que a perspectiva é de curva ascendente e que, com o ensino, a extensão e a pesquisa de qualidade, assim como o empreendedorismo e a inovação em conjunção, a UFRN amplia seu potencial de contribuição para o crescimento econômico e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos potiguares.


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