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TN Família
Excesso de peso e a Síndrome Metabólica
Publicado: 00:00:00 - 12/03/2017 Atualizado: 08:49:27 - 12/03/2017
Isaac Ribeiro
Repórter


O excesso de peso é capaz de desencadear uma série de doenças, entre diabetes tipo 2,  aumento da pressão arterial, alterações no colesterol e triglicerídeos, sem contar com a própria obesidade. A incidência de dois fatores de riscos para esses males associados ao aumento da circunferência abdominal configuram o que os médicos chamam de Síndrome Metabólica, que tem como base a resistência à insulina e principais alvos mulheres na menopausa.
Conjunto de fatores de riscos atinge principalmente mulheres na menopausa
Entre os principais sintomas estão o ganho de peso, dores nas articulações devido à sobre carga,  apneia do sono e roncos; alterações menstruais, perda da libido em homens; problemas com colesterol; hipertensão, dores de cabeça, mal estar, cansaço e tonturas.

De acordo com a nutricionista Graça Morais, o que geralmente causa o aumento da circunferência abdominal é o excesso de comida e a qualidade dela, principalmente quando não é saudável. Isso gera predisposição à síndrome metabólica principalmente em mulheres na menopausa, por apresentarem uma deficiência da enzima responsável pela quebra da gordura abdominal.

“Isso é em função da deficiência dos estrógenos. E aí, você tem uma pré-disposição maior de acumular gordura abdominal. Mas os maus hábitos alimentares, sem dúvida, vão contribuir para o aumento dessa silhueta”, comenta Graça Morais, que desenvolveu uma pesquisa — para a sua tese de mestrado — junto a mulheres atendidas pelo Sistema Único de Saúde, mais precisamente no Centro Clínico Dr. José Passos, na Ribeira.

Ela entrevistou 430 mulheres com a associação de riscos típicos da síndrome metabólica. Além de entrevistadas, elas fizeram exames, foram diagnosticadas, conheceram os riscos de saúde aos quais estão submetidas e foram confrontadas com a satisfação e a insatisfação com sua imagem corporal. Elas também participaram de oficinas e palestras.

A maioria das entrevistadas na pesquisa tem escolaridade baixa, renda salarial em torno de três salários mínimos, são donas de casa e atendidas pelo SUS.

“Esse trabalho foi  uma aposta, pois não temos como saber se elas vão fazer o que foi previsto. Mas é como a gente lançasse a semente. E se vai dar frutos, aí é o limite técnico do profissional e o restante fica do lado delas. No segundo momento, no doutorado, vamos avaliar os exames dessas mulheres, como estavam no início, durante e após”, comenta Graça Morais, que ensinou receitas saudáveis em suas palestras e oficinas oferecidas às participantes.

“Nessas oficinas a gente desenvolvia receitas, falava dos benefícios dos ingredientes presentes nas receitas e tentava estimula-las a fazer, a mudar de posição, daquela alimentação que era antes inadequada para uma alimentação saudável, adequando com a condição delas, a situação econômica, o paladar, mostrando a elas que é possível fazer uma alimentação saudável e saborosa, com esses cuidados à saúde”, diz a nutricionista, alertando para o fato de os riscos para elas serem muito presentes. “E também para elas terem a consciência de que o que não for tratado hoje é o que vai ser determinado no futuro em termos de um monte de doenças.”

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