Economia
Expectativa é de aquecimento para o turismo potiguar nesse segundo semestre
Publicado: 00:00:00 - 04/07/2021 Atualizado: 10:09:25 - 05/07/2021
Cláudio Oliveira
Repórter

É com cautela que o setor se turismo potiguar entra neste novo semestre de 2021, mesmo com a perspectiva de controle da pandemia da covid-19, responsável por, na visão dos próprios representantes do setor, ter levado o segmento praticamente à falência. O anunciado aumento do número de voos para o Rio Grande do Norte, que deve chegar a mais de 98% do que era em 2019, e o avanço da vacinação para o controle da pandemia, são os principais fatores que trazem boas perspectivas, mas a recuperação só deve ganhar fôlego a partir de 2023. A expectativa da Secretaria Estadual de Turismo (Setur/RN) é de que o fluxo de turistas este ano chegue a 70% do fluxo de 2019.

 As companhias aumentaram frequência e destinos importantes como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, além de Recife e Fortaleza
Com base nas buscas por pacotes de viagens no portal Decolar, Natal está entre os três destinos mais procurados no Nordeste pelos brasileiros para as férias de julho deste ano. Dos 15 destinos citados, aqueles de praia são predominantes no levantamento, com Rio de Janeiro, Maceió, Natal, Porto Seguro, Fortaleza, Porto de Galinhas, Salvador, Recife, Florianópolis, Maragogi, João Pessoa e Jericoacoara. "Compreendemos que esse é um momento essencial, por isso estamos realizando muitas ações de promoção do destino e esse é um dos resultados que irá colaborar com a retomada do turismo no RN", pontuou Bruno Reis, diretor da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emportur).

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 No último verão, quando a situação da pandemia da covid-19 se assemelhava ao momento atual e sem o atenuante da vacinação, a Pesquisa de Sondagem Empresarial, do Ministério do Turismo, feita com agências e organizações de viagens com base em clientes que procuraram por pacotes, apontou a capital do Rio Grande do Norte como destino mais procurado por pessoas que desejavam viajar, seguida por Foz do Iguaçu, no Paraná, e Fortaleza, no Ceará.
Alex Régis
Natal está entre os três destinos mais procurados no Nordeste pelos brasileiros para as férias de julho deste ano

Natal está entre os três destinos mais procurados no Nordeste pelos brasileiros para as férias de julho deste ano

"As agências estão sentindo o crescimento. O melhor mês de vendas é este, julho, desde o início da pandemia. Hoje estão sendo oferecidas muitas oportunidades de preços e as pessoas estão querendo viajar. O turismo regional continua forte, dentro do estado e para estados vizinhos, mas cresceu o nacional também. Com isso, acreditamos que avançamos uma etapa", avaliou a presidente da Agência Brasileira de Agências de Viagens, seccional do Rio Grande do Norte (ABAV- RN), Michelle Pereira.

Momento de recuperação

Os relatos da situação ainda não diferem do que foi exposto desde que a covid-19 fez com que vários setores fechassem as portas a partir de março de 2020. O turismo e suas 55 atividades correlacionadas foi o mais atingido e que ainda está cambaleando para se reerguer. "O setor foi atingido duramente pela pandemia com demissões e estabelecimentos reduzindo custos ou até mesmo fechando. O momento é de buscar recuperação e creio que isso vai acontecer. A nossa estimativa é uma retomada normal a partir de 2023. Isso depende muito de como vai estar o cumprimento dos protocolos, a vacinação, que são fatores alheios à nossa vontade", destacou Habib Chalita, Presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Rio Grande do Norte (SHRBS-RN).

Emprotur
Infográfico

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Ele ressaltou que a forma como o mercado e a pandemia vão se comportar é que dirá como essa recuperação deve acontecer no Estado. "Uma das coisas que nos motiva é a flexibilização para o setor funcionar. Os últimos decretos vieram com protocolos que têm sido respeitados e cumpridos pelos empresários e colaboradores", frisou. A previsão de aumento da malha aérea anima o setor, mas Chalita pondera que não se pode esperar, de imediato, o mesmo fluxo da pré-pandemia.




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