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Explosões matam sete em Bagdá

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Bagdá (AE-AP) – Enquanto forças americanas e iraquianas mantinham uma sangrenta batalha em Najaf, pelo menos sete pessoas morreram e 15 ficaram feridas, ontem, em uma série de explosões e ataques ocorridos em diferentes pontos de Bagdá, segundo fontes policiais iraquianas. Além disso, três professores universitários foram seqüestrados na noite de domingo em Bagdá quando voltavam a suas casas.

Também ontem ataques com morteiros contra Jurf al-Sakhar, bastião xiita dentro de cidade sunita a 70 quilômetros de Bagdá, causaram a morte de 10 pessoas, incluindo três crianças e quatro mulheres; cinco outras ficaram feridas. Fontes disseram que uma bomba explodiu no interior de um microônibus quando passava pela Rua Palestina, no leste de Bagdá, matando quatro pessoas e ferindo outras cinco. A explosão de uma bomba num cruzamento no bairro de Baladiyat, também no leste da capital, matou uma pessoa e deixou cinco feridas, acrescentaram as fontes. Outra pessoa morreu e três ficaram feridas na explosão de um carro-bomba no bairro de Al-Habibiya, mais uma vez no leste da cidade.

No centro de Bagdá, um policial morreu em conseqüência de tiros disparados por franco-atiradores quando entrava em um banco no bairro de Karrada, segundo as fontes. Além disso, outros dois policiais ficaram feridos na explosão de uma bomba no momento em que seu comboio passava pelo bairro de Al-Qadisiya, no sudoeste de Bagdá.

Os novos ataques, todos em bairros xiitas, ocorreram um dia depois de pelo menos 200 insurgentes morrerem na cidade xiita de Najaf (150 quilômetros ao sul de Bagdá) em confrontos entre rebeldes locais e forças conjuntas dos Exércitos iraquiano e americano.

Os professores universitários foram seqüestrados quando voltavam para casa, disseram fontes do Ministério da Educação iraquiano. Os três viajavam em um carro que foi interceptado por homens armados na rota rumo ao bairro de Kazimiya, no norte da cidade. Os professores saíam da Universidade Nahrain, onde os três lecionavam no curso de Direito.

Em comunicado, o ministério condenou os seqüestros e pediu ao Governo para que proteja as instituições educacionais. Centenas de professores universitários abandonaram o país nos últimos três anos, amedrontados pela freqüência com a qual seus colegas são seqüestrados e assassinados, principalmente no último ano de violência sectária entre xiitas e sunitas.

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