Exportação de frutas é retomada

Publicação: 2019-04-09 00:00:00 | Comentários: 0
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Um navio com 326 contêineres de toneladas de frutas saiu do Porto de Natal na tarde desta segunda-feira, 8, depois de um mês sem operação no local. É o primeiro navio que sai do porto desde a paralisação da empresa francesa CMA CGM, única operadora do Porto, no início do mês de março. Os destinos das cargas são os portos da Algeciras, na Espanha, e Rotterdã, na Holanda.

Navio saiu do porto na tarde desta segunda-feira, 8, voltando à rota de exportação das frutas, com destino à Europa
Navio saiu do porto na tarde desta segunda-feira, 8, voltando à rota de exportação das frutas, com destino à Europa

A embarcação atracou em Natal na tarde do último sábado, 6. Além dela, outras três estão marcadas de serem carregadas no porto e sair em destino à Europa. As cargas embarcadas são as últimas da safra atual de frutas. Depois, as exportações devem retornar somente em agosto, início da próxima safra.

A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) pretende trabalhar na retomada dos procedimentos de segurança do local nesse período entre-safras. A intenção da estatal é recuperar ainda este ano o certificado internacional de segurança portuária (ISPS Code). Em novembro, período de safra, uma comissão nacional vem avaliar as condições do porto para decidir se o código deve ser dado ou não ao Porto de Natal.

A reportagem identificou pelo menos uma alteração nos procedimentos de segurança nesta segunda-feira, 8. Os guardas portuários voltaram a realizar o controle de entrada e saída de pessoas no pátio do local. Até o início deste ano, esse controle estava sendo feito por uma equipe de terceirizados, de acordo com denúncia feita por guardas portuários ao Ministério Público.

Outros procedimentos ainda estão pendentes. A aquisição de um escâner para os contêineres é o mais grave deles, segundo a Codern. O custo estimado é de R$ 11 milhões e a empresa há pelo menos nove anos tenta comprar o equipamento. “Nada ainda está fechado. O escâner é algo que demora e tem um custo alto, e a Codern ainda analisa o plano a ser seguido”, declarou a empresa por meio da assessoria de comunicação.

Enquanto o material não é adquirido, a fiscalização dos contêineres embarcados nos próximos navios é feita pela “análise de risco”.

O método verifica uma série de característica do contêiner e, se identificar alguma discrepância, ele é aberto. Os responsáveis pela fiscalização são a Receita Federal e a Polícia Federal.

Desde o mês passado, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) realiza uma fiscalização no Porto de Natal para identificar quais são as falhas de segurança que transformaram o local em uma rota para o tráfico internacional de drogas que movimentou 10 toneladas de cocaína entre outubro do ano passado e fevereiro deste ano. O procedimento está sob sigilo.

Memória
Uma operação da Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal encontrou 3,2 toneladas de cocaína em duas operações realizadas Porto de Natal, nos dias 12 e 13 de fevereiro. A droga estava dentro de contêineres, camufladas entre as caixas de frutas.

Um dia depois da apreensão, a TRIBUNA DO NORTE revelou que pelo menos 4,5 toneladas de cocaína traficadas através do Porto de Natal haviam sido encontradas em Roterdã, na Holanda, em quatro meses. As apreensões, feitas pelas polícias dos respectivos países, foram as pistas concretas dadas à Polícia Federal de que o local teria se tornado uma rota internacional do tráfico de drogas. Semanas depois, a polícia holandesa revelou mais uma apreensão, resultando em 10 toneladas de cocaína movimentadas em um período de quatro meses.











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