Fábio Faria comete gafe e diz que Amazônia tem 87% da composição por Mata Atlântica

Publicação: 2020-07-10 09:17:00
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O ministro das comunicações, Fábio Faria (PSD-RN), em entrevista à CNN Brasil, afirmou que a Amazônia "é 87% Mata Atlântica e outros 13% queimadas". A fala do político potiguar viralizou na internet e ocorria enquanto Faria defendia a agenda ambiental do Governo Federal.
Créditos: Luis Macedo/Câmara dos DeputadosFábio Faria cometeu gafe durante entrevista a canal de TVFábio Faria cometeu gafe durante entrevista a canal de TV

"Se você for chegar em Manaus e pousar, e se você quiser pedir um avião e falar 'ah, eu quero aqui ver Mata Atlântica', você fica ali três horas sem parar vendo Mata Atlântica atrás de Mata Atlântica. Mas também se você quiser fazer o que muitos jornalistas fazem no exterior, alguns artistas, 'ah, eu quero ver aqui queimadas', também tem. Ele vai mostrar ali a região onde tem algumas queimadas que, no total da Amazônia, nós temos 87% de Mata Atlântica e 13 (por cento) de queimadas", afirmou o ministro.

A declaração viralizou nas redes sociais e contém imprecisão. A Mata Atlântica se distribui ao longo da costa do país, atingindo 17 estados. Inclusive, a nomenclatura aderida para identificação do bioma se dá pela localização em contato com o Oceano Atlântico, adentrando para dentro do país.

Na entrevista, Faria ainda elogiou Tereza Cristina, dizendo que a ministra da Agricultura tem se saído muito bem. "O nosso agronegócio não precisa da Amazônia. Todas as atividades principais da agricultura, plantações... tudo o que o Brasil produz e exporta, não entra na região da Amazônia", explicou.

Conferência
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, participou de uma videoconferência que contou com a presença de diversos ministros do Governo Federal, entre eles, Fábio Faria. O intuito do encontro virtual é tratar da preservação do meio ambiente no Brasil.

O encontro foi uma franca tentativa do Governo Federal de passar uma mensagem de proteção da Amazônia e de povos indígenas, diante de alertas de investidores sobre a temática de aumento do desmatamento e de queimadas na região.