Fórum debate financiamento

Publicação: 2019-08-17 00:00:00 | Comentários: 0
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A energia eólica é um setor econômico que movimenta grandes cifras em investimentos no Brasil. Perspectivas de mercado e condições de financiamentos para empreendedores foram os assuntos do último dia do 11º Fórum Nacional Eólico, realizado na Escola de Governo, em Natal, nesta sexta-feira, 16. Representantes das principais instituições financeiras do país apresentaram um panorama acerca das alternativas de financiamento na indústria eólica.

O gerente de Estudos Setoriais da Área de Energia do BNDES, Guilherme Arantes, falou sobre os impactos dos investimentos do banco na cadeia de fornecimento nacional. São mais de 53 novos investimentos em energia mapeados em todo o país, incluindo novas fábricas, sendo 21 deles no Nordeste.

“Somente aqui (no Nordeste) investimos cerca de R$ 628 milhões na cadeia de fornecimento, incluindo fábricas de pás, torres e naceles (suporte de motor). Isso representa mais de 3.200 empregos industriais diretos”, disse Arantes. Ano passado, o BNDES anunciou uma linha de crédito de R$ 2 bilhões para apoiar energias renováveis. “A linha financia equipamentos como sistemas de geração de energia solar e energia eólica, além de aquecimento de água via placas solares”, concluiu.

No Rio Grande do Norte, o BNDES aprovou cerca R$ 619 milhões para 13 parques eólicos  nos municípios de Pedra Grande e São Bento do Norte, além do sistema de transmissão. Os parques terão capacidade de geração instalada de 312,9 MW, energia suficiente para abastecer cerca de 570 mil residências. O investimento gerará 710 empregos diretos durante as obras.

Já o financiamento para desenvolvimento de projetos eólicos são um dos focos do Banco do Nordeste. O gerente do BNB, Lívio Barreto da Silva, apresentou o FNE Infraestrutura, principal linha de crédito da instituição voltada para geração centralizada em projetos de grande porte na área de energia. “Quando o contrato é de produção concentrada, os projetos são de, no mínimo, R$ 150 milhões. Nesse caso, o Banco financia até 60% do valor total do projeto”, explicou.

Para a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão ligado ao Governo Federal, o programa Inova Energia é um dos braços oferecidos pela instituição que dispõe de uma linha de financiamento para projetos de inovação tecnológica no setor elétrico.

“As empresas selecionadas tem acesso a crédito em condições diferenciadas, subvenção econômica e financiamento não reembolsável a pesquisas realizadas em ICTs, dentre vários outros instrumentos”, explicou Paulo Resende, gerente do Departamento Regional Nordeste da FINEP.

O público-alvo do programa são grandes e médios fabricantes de equipamentos. Mas as empresas de menor porte também podem participar, desde que estejam associadas a grupos maiores.



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