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Natal
Fórum debaterá diagnóstico
Publicado: 00:00:00 - 18/11/2016 Atualizado: 21:51:22 - 17/11/2016
O dia 23 de novembro é marcado oficialmente nos calendários nacional, estadual e municipal como dia de combate ao câncer infantojuvenil. Visando formar uma cultura de conscientização quanto ao diagnóstico precoce, como principal arma na busca da cura do câncer em crianças e adolescentes, a Casa Durval Paiva promove na data a 11ª edição do Fórum do Diagnóstico Precoce, no IFRN Central, das 8 às 17h. Na ocasião também haverá o lançamento oficial da parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde Pública - SESAP e a Durval Paiva para a Campanha do Diagnóstico Precoce.
Crianças com câncer são amparadas por casas de apoio como a Durval Paiva, realizadora do Fórum
O evento é direcionado aos profissionais de saúde, estudantes e demais interessados na temática, que este ano irá abordar os cuidados voltados ao paciente e seus familiares, dentro da perspectiva de cura e cuidados paliativos no contexto do atendimento multiprofissional. As inscrições podem ser feitas pela internet, no endereço www.diagnosticoprecoce.vai.la, mediante doação de uma lata de leite em pó – que será entregue no dia do evento.

A data será lembrada em todo o Brasil, através de várias ações realizadas pelas 49 instituições que fazem parte da Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer – CONIACC. Rilder Campos, presidente da Confederação e da Casa Durval Paiva ressalta a importância da inciativa “Temos nos empenhado em divulgar para um maior número de pessoas, informações extremamente importantes para a definição do diagnóstico e que podem fazer a diferença na vida da criança e do adolescente com câncer, a fim de que eles se tornem adultos curados e sem sequelas. Precisamos mudar a realidade do câncer infantojuvenil, virar multiplicadores, fazer com que a sociedade se mobilize em torno do diagnóstico precoce”, ressalta.

23 de Novembro
O Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto Juvenil, foi instituído pela Lei Nº 11.650, de 4 abril de 2008, e visa estimular ações educativas e preventivas relacionadas ao câncer infanto juvenil. Na mesma data também é referendado o Dia Estadual e Municipal de Combate ao Câncer Infanto Juvenil. No RN, a Lei foi promulgada em março de 2008, através do Projeto do Deputado José Dias e no Município de Natal, foi instituída em 2009, por meio da Lei de autoria do vereador Hermano Morais.

 De acordo com o Instituto Nacional de Câncer – INCA, no Brasil, o câncer representa a primeira causa de morte (7% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, para todas as regiões.  Estima-se que ocorrerão cerca de 12.600 casos novos de câncer em crianças e adolescentes no país por ano, em 2016 e em 2017. As regiões Sudeste e Nordeste apresentarão os maiores números de casos novos, 6.050 e 2.750, respectivamente, seguidas pelas regiões Sul (1.320), Centro-Oeste (1.270) e Norte (1.210).

Ainda de acordo com o INCA, nas últimas décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 70% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

 Os principais sinais e sintomas do câncer infantojuvenil a serem observados pelas pessoas  são: dores ou aumento da barriga; pressão alta; palidez repentina; manchas roxas pelo corpo; dores nos ossos; ínguas ou nódulos, principalmente nas axilas, pescoço e virilha; perda de peso; mancha branca na pupila (reflexo de olho de gato); dores de cabeça; náuseas e vômitos (acompanhadas de dores de cabeça); convulsões; alteração na fala e no andar; dores nos ossos não relacionadas a fraturas, quedas e traumas; nódulos na cabeça, pescoço, braços e pernas; sangramentos em geral, fraqueza e febre prolongada. Esses sinais e sintomas não significam que a criança ou o adolescente tem câncer. Mas, se apresentar algum desses sintomas, o aconselhável é levá-lo ao pediatra para esclarecer e tirar dúvidas.

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