Fátima Bezerra: É pior do que nós imaginávamos

Publicação: 2018-12-01 00:00:00 | Comentários: 0
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A governadora eleita Fátima Bezerra afirmou o quadro fiscal do Estado é “pior do que nós imaginávamos”. De acordo com a petista, a equipe de transição ainda não concluiu o relatório sobre a situação fiscal, que ela chama de 'desequilíbrio fiscal', mas que informações preliminares mostram esse quadro. “Ou seja, existe um desequilíbrio bem maior. Mas reafirmo que todas as medidas necessárias para que a gente possa corrigir esse desequilíbrio serão tomadas”, declarou.

Governadora eleita diz que equipe de transição encontrou desequilíbrio bem maior
Governadora eleita diz que equipe de transição encontrou ''desequilíbrio bem maior''

Diante da perspectiva de receber o Estado com atraso de salários, Fátima Bezerra afirmou esperar todos os esforços do atual Governo para pagar a folha salarial dos servidores, apesar da declaração da atual chefe do Gabinete Civil Tatiana Mendes Cunha de não haver recursos suficientes para o décimo terceiro de 2018 e provavelmente folha de dezembro. “Isso [os atrasos de salários] é muito grave. Além do transtorno que isso traz para a vida dos servidores e a vida das suas famílias, isso é uma coisa extremamente desrespeitosa. Fora o impacto que isso traz para a economia local”, declarou Fátima.

 A petista também adiantou a tentativa de antecipação de receitas durante o primeiro mês de mandato para normalizar o calendário de pagamento, mas que espera todos os esforços do governador. “Qualquer que seja o cenário que nos deparemos, as medidas que nós anunciaremos terão o foco de fazer que as despesas caibam nas receitas”, afirmou. “O governador precisa fazer todos os esforços para dar uma resposta positiva aos servidores”.

Com a frase, Fátima atribuiu a responsabilidade dos atrasos salariais ao atual governo até o fim do mandato, no dia 31 de dezembro. Em conversa com um assessor, ocorrida logo após a reunião que estava com diretores do Banco Mundial no início da tarde desta sexta-feira, disse que não vai jogar “no colo” com declarações uma situação que só assume no dia 1 de janeiro. À Tribuna do Norte, Fátima disse que “até o dia 31 de dezembro, quem responde pelos destinos do Rio Grande do Norte é o governo atual”.

Apesar de ter anunciado a ideia de adiantar receitas no ano que vem, Fátima não detalhou quais seriam as fontes. Ela também disse que outras medidas estão sendo estudadas para que sejam “adotadas de forma harmoniosa com muita determinação para que no período previsto a gente possa corrigir esse desequilíbrio e trazer aquilo que é o foco: normalizar o salário dos servidores públicos do Estado”.



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