Facção tem 102 contas bancárias bloqueadas

Publicação: 2017-09-13 00:00:00 | Comentários: 0
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A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias de integrantes da organização criminosa que seria responsável pelos ataques a ônibus, carros e prédios públicos, ocorridos entre o final de julho e o início de agosto de 2016, em Natal e cidades do interior do Rio Grande do Norte, e de pessoas ligadas a esse grupo. Pelo que foi levantado durante a investigação, R$ 13.354.835,76 foram movimentados em 102 contas bancárias entre os anos de 2015 e 2017. O bloqueio foi solicitado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) dentro da operação Consilium, deflagrada ontem (12) no combate a atuação dessa facção criminosa que age dentro de unidades prisionais do Estado.

Durante a Operação Consilium, ontem (12), a polícia apreendeu dinheiro, drogas e celulares
Durante a Operação Consilium, ontem (12), a polícia apreendeu dinheiro, drogas e celulares

A operação Consilium – que significa Conselho, em latim – foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPRN (Gaeco), com o apoio da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal. Ao todo, foram cumpridos 40 mandados de prisão e outros 10, de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos na penitenciária Rogério Coutinho Madruga, na penitenciária estadual de Parnamirim, na penitenciária estadual do Seridó, na cadeia pública de Nova Cruz, na cadeia pública de Natal (Raimundo Nonato Fernandes) e no centro de detenção provisória de Macaíba; e ainda em residências nas cidades de Natal, Parnamirim e Macau.

A ação é fruto de uma investigação do MPRN iniciada após a onda de ataques a prédios públicos, ônibus, carros, acessos ao Aeroporto Internacional Aluízio Alves e até ao Morro do Careca, um dos principais pontos turísticos de Natal, ocorrida entre os meses de julho e agosto do ano passado. Ao todo, segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), foram registradas 107 ocorrências decorrentes de ataques provocados por integrantes ou simpatizantes da facção criminosa.

Na investigação, o MPRN ouviu testemunhas, colheu provas documentais, propôs medidas cautelares e conseguiu o afastamento de sigilo bancário dos investigados, que foram autorizadas judicialmente. Tudo isso resultou na obtenção de dados que corroboraram as evidências que embasaram a instauração da investigação, além de revelar a participação de novas pessoas e fatos para a investigação.

A operação Consilium tem por objetivo investigar o crime de constituir e integrar organização criminosa, previsto na Lei 12.850/2013. A apuração descortinou também uma série de crimes praticados pelos investigados, tais como homicídios, comércio ilegal de armas de fogo, tráfico de drogas, roubos, lavagem de dinheiro, falsificação de atestado médico, entre outros. Esses crimes serão devidamente apurados pelas autoridades competentes após o levantamento de sigilo e compartilhamento das provas.

Pelo que foi levantado, dezenas de pessoas promovem, constituem, integram e financiam a facção criminosa, que é estruturalmente ordenada com divisões de tarefas e que tem por objetivo obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza mediante a prática de crimes. Para isso, eles se utilizam de armas de fogo, buscam participação de adolescentes e fazem conexão a outras organizações criminosas.



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