Falta de espaço em casa gera novo tipo de negócio

Publicação: 2018-04-15 00:00:00 | Comentários: 0
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Um comportamento comum entre as famílias europeias e norte-americanas com pouco espaço nas casas e apartamentos está sendo introduzido no Brasil. No Nordeste, a capital potiguar é uma das primeiras cidades a receber a franquia que segue o modelo de armazenagem de documentos, móveis, equipamentos e itens diversos no que é chamado de “self-storage”. O segmento é conhecido como um tipo de armazenagem onde o próprio cliente guarda, tranca e leva a chave, oferecendo privacidade e segurança aos usuários.

Empresário potiguar se inspirou em países europeus e norte-americanos e trouxe franquia de self-storage para a capital potiguar
Empresário potiguar se inspirou em países europeus e norte-americanos e trouxe franquia de self-storage para a capital potiguar

“Não vistoriamos o que a pessoa vai guardar, mas ao fechar o contrato é informada dos tipos de itens que não são permitidos, como produtos químicos, perecíveis e ilegais, como drogas ou armas. Se algo for descoberto, a responsabilidade é inteiramente do cliente”, explica Francisco Solano de Andrade, sócio da franquia Guarde Mais. Os espaços disponíveis no empreendimentos variam de nove a quarenta metros cúbicos com custo de locação inicial em R$ 130,00.

O conceito de locação de espaços é tradicional nos Estados Unidos, onde existe há mais de 50 anos e movimenta, por exemplo, mais de US$ 20 bilhões por ano. Ainda recente no Brasil, o segmento fechou 2014, segundo dados da Asbrass, com um faturamento em torno de R$ 140 milhões, movimentando aproximadamente 150 empresas.

O investimento inicial nesse tipo de negócio, porém, não é baixo. O empresário Francisco Solano detalhou que foram consumidos aproximadamente R$ 700 mil no empreendimento. “Estudei um ano para escolher o projeto. A adesão dos clientes está dentro do que projetamos. É um negócio novo na cidade e poucas pessoas conhecem. A aceitação está boa mesmo assim”, declara. Solano escolheu o bairro do Alecrim como sede da franquia em Natal por estar próximo do comércio local e, também, dos bairros residenciais das zonas Leste e Sul, cujos imóveis menores não comportam a permanência de itens não utilizados cotidianamente.

Microfranquias
Antes da aquisição de uma microfranquia, é necessário que o interessado siga alguns passos básicos

O empreendimento é comum nos países de primeiro mundo mesmo que as casas ou apartamentos não possua um espaço grande
O empreendimento é comum nos países de primeiro mundo mesmo que as casas ou apartamentos não possua um espaço grande

1. Conheça o sistema de franquia: conhecer como funciona o sistema é de suma importância para a decisão de trabalhar com empresa convencional ou comprar uma franquia e para que o empreendedor tenha visão macro de todo o sistema.

2. Analise seu perfil: para aumentar suas chances de sucesso, além de analisar a viabilidade econômico-financeira do negócio, é recomendável que o candidato tenha afinidade com o produto ou serviço que será comercializado.

3.
Busque os segmentos que mais lhe interessam: gerir uma empresa é um trabalho árduo que requer muita determinação do empreendedor. Algumas microfranquias chegam a incluir um tipo de test drive para que o franqueado tenha a oportunidade de experimentar o dia a dia da operação antes de assinar o contrato.

4. Avalie sua capacidade de investimento: é preciso ter capital suficiente para iniciar e manter a operação até que ela se torne rentável. O risco de gastar mais do que havia sido planejado é uma possibilidade em qualquer empreendimento. Por essa razão, o cálculo da capacidade de investimento deve incluir: o investimento inicial informado pelo franqueador; o tempo previsto para que a empresa atinja o ponto de equilíbrio operacional; o capital de giro; além de uma reserva de capital.

5. Selecione algumas microfranquias para aprofundar a pesquisa. Estabelecer comparações e determinar o peso que cada um desses requisitos terá na decisão ajudará nesse processo.

6. Analise a rentabilidade, a lucratividade e o tempo de retorno de cada uma delas.

7. Avalie a experiência do franqueador e o suporte oferecido.

8.
Verifique a saúde financeira da microfranquia e o cumprimento às exigências legais.

9. Converse com franqueados: a conversa com franqueados poderá trazer pontos positivos e negativos da microfranquia. É de extrema relevância conversar com os franqueados que estão na rede e com os que já saíram da rede para que seja tomada a decisão correta.

10. Procure a ajuda de especialistas: durante a análise do modelo de negócio que está sendo franqueado, da leitura da COF, da minuta do contrato e da análise dos dados financeiros, é recomendável que o candidato busque a orientação de profissionais que possam ajudá-lo nesse período.

Participação por segmento
Veja abaixo como está distribuído o segmente de franquias
Saúde, Beleza e Bem Estar: 28,9% (271 unidades);

Alimentação: 25,7% (241 unidades);

Moda: 13,6% (128 unidades);

Serviços Educacionais: 7,7% (72 unidades);

Serviços Automotivos: 6,8% (64 unidades);

Casa e Construção: 5,7% (53 unidades);

Serviços e Outros Negócios: 5,2% (49 unidades);

Comunicação, Informática e Eletrônicos: 3,0% (28 unidades);

Hotelaria e Turismo: 2,2% (21 unidades);

Limpeza e Conservação: 1,1% (10 unidades);

Entretenimento e Lazer: 0,1% (1 unidades);

Total: 938 unidades.

Fonte:
Desempenho do Franchising 2017/Associação Brasileira de Franchising.


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