Falta de recursos prejudica operações da Lei Seca

Publicação: 2018-12-29 00:00:00 | Comentários: 0
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Com recursos reduzidos, os agentes responsáveis pela Lei Seca estão sendo obrigados a racionar combustível a fim de garantir as operações de fim de ano. A informação é do coordenador da Lei Seca no Estado, o capitão Isaac Paiva. Assim como diversos outros setores da área de segurança do Rio Grande do Norte, a Operação vem sofrendo com a falta de efetivo suficiente para dar suporte nas abordagens e cortes de gastos que afetam o combustível em uma das mais agitadas épocas do ano.

Foram realizadas 38 mil abordagens em 2018 em 113 operações. Este ano foram registradas 91 prisões através da Lei Seca
Foram realizadas 38 mil abordagens em 2018 em 113 operações. Este ano foram registradas 91 prisões através da Lei Seca

Este ano, de acordo com o balanço feito pela coordenação da Operação, foram feitas 38.178 abordagens, em 113 operações. Ao todo, foram 10 operações a menos do que no ano de 2017, quando foram feitas também 41.211 abordagens. “Pudemos observar que esse ano mantivemos uma certa estabilidade nos números da Lei Seca. Fizemos algumas operações a menos do que no ano passado, mas não foi uma quantidade muito discrepante”, afirma o capitão.

O número de pessoas presas em operações também se manteve o mesmo de 2017 para 2018, com 91 prisões registradas em cada ano. Já o número de pessoas que se recusaram a fazer o teste e foram autuadas também teve uma queda considerável, de 24,4%. Em 2017, foram 3.076 recusas. Já em 2018, o número foi de 2.276. “Mesmo quando comparamos proporcionalmente, levando em consideração que fizemos menos operações em 2018 do que em 2017, podemos observar que houve uma queda considerável nesse número, o que é algo positivo”, afirma Isaac.

De acordo com ele, os motivos para essa redução podem ser, além do aumento da conscientização da população a respeito dos riscos de beber e dirigir, a maior rigidez da legislação para com o crime. Do ano passado para cá, o valor da multa para quem fosse pego cometendo a infração passou de  R$ 1.915 para R$ 2.934,70. “Foi um aumento de mil reais que representa um valor elevado para a média da população brasileira. O  medo de ser multado fez com que muitos condutores mudassem sua postura em relação a beber e dirigir”, explica.

Além disso, caso o condutor que ingeriu bebida alcoólica provoque um acidente que deixe vítimas fatais ou com lesões de natureza grave, o crime passou a ser inafiançável, o que tornou a lei ainda mais rígida do que era anteriormente. “Antes a pessoa que cometesse esse crime podia pagar uma fiança e responder em liberdade. Hoje, isso já não é possível”, completa.

Em relação ao perfil dos condutores autuados nas Operações, o capitão Isaac afirma que pouco mudou de 2017 para cá: são 85% de homens pegos ao volante alcoolizados, enquanto 15% do total desse tipo de infração é cometido por mulheres. “O perfil é de homens, especialmente jovens, até os 35 anos de idade”, explica.


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