Falta emprego no RN

Publicação: 2020-09-24 00:00:00
Luiz Antônio Felipe 
laf@tribunadonorte.com.br

Vamos de mal a pior no emprego. No RN, a desocupação chega a 17% em agosto, o maior percentual desde maio. São 235 mil pessoas em busca de trabalho e, com esse resultado, o estado tem uma das cinco maiores taxas de desocupação do Brasil. Os dados são do IBGE, na  Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid19. Lá em maio, a taxa de 12,3% representava 173 mil pessoas desocupadas, portanto, 62 mil potiguares a mais passaram a pressionar o mercado de trabalho.  O número de pessoas ocupadas e afastadas do trabalho em razão do distanciamento social recuou 40% no RN. Em julho, eram 140 mil trabalhadores, mas em agosto esse número chegou ao menor nível: 84 mil, ou 7,4% da população ocupada.

BRASIL 
No Brasil, a taxa de desemprego aumentou 27,6% em quatro meses de pandemia, diz o IBGE. A desocupação cresce porque mais pessoas estão buscando emprego, mostra o Ipea. O desemprego que chegou ao fim do mês passado no maior percentual desde maio. E não foi só no Brasil que a renda do trabalhador caiu. A pandemia do coronavirus reduziu em um décimo a renda mundial com trabalho.

CONFIANÇA 
Em setembro, comparado com agosto, a confiança do consumidor sobe 3,2 pontos, mostra a Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar da sequência de cinco resultados positivos, o Indicador permanece abaixo do patamar pré-pandemia alcançado em fevereiro. A confiança dos consumidores segue em setembro a trajetória de recuperação iniciada em maio.

ARGENTINA
O PIB argentino tomba 19,1% no 2º trimestre, em meio a impactos da pandemia do coronavirus. Judiou mais com os argentinos do que com os brasileiros, apesar do lockdown adotado pelo país vizinho. Para a retomada do crescimento, com a crise econômica que já estava se agravando, só mesmo com o apoio de organismo financeiros internacionais.

COTAÇÕES 
O preço do barril de petróleo (spot) sobe a U$ 39,57, uma queda de -0,17%. O Ibovespa recua forte -1,60% a 95.735 pontos. O dólar fecha cotado a R$ 5,586 alta de +2,16%. O dólar supera os R$ 5,50 em meio a temores globais sobre retomada de lockdowns. Foi mais uma quarta-feira de fôlego em mercados internacionais e discussões políticas no Brasil.

INFLAÇÃO SOB PRESSÃO
A alta no preço dos alimentos faz a prévia da inflação de setembro subir 0,45%, pelo IPCA-15, segundo o IBGE, na maior alta em setembro desde 2012 (0,48%). Com o resultado, o IPCA-15 acumula aumento de 1,35% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 2,65%. A indústria é acusada de subir os preços de itens de consumo, mas os supermercados tentam negociar novas tabelas e não conseguem receber 100% do volume encomendado. A indústria da construção também reclama do aumento dos materiais.

CONSTRUÇÃO 
A Sondagem Indústria da Construção mostra a atividade e a confiança do setor aquecidas em agosto, na pesquisa mensal da CNI em parceria com 23 Federações de Indústria e apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Um bom resultado, diante dos índices de evolução do nível de atividade e do número de empregados.

TURISMO 
Os brasileiros gastaram muito menos no exterior com a pandemia.  Não puderam viajar e o dólar e o euro estão alto. A entrada de dólares também foi menor, embora com o real desvalorizado. Poupam agora para viajar em 2021. Já os investimentos estrangeiros no país caíram de 85% em agosto, diz o Banco Central.

TRANSPORTE 
O brasileiro gasta quase 20% mensal do salário mínimo em transporte coletivo (ônibus e metrô), revela um estudo da Numbeo, num ranking com os 100 países que têm passe mensal do transporte público mais caro do mundo. Divulgada pela plataforma de descontos Cuponation, a lista aponta que o Brasil está entre as primeiras 50 nações.

INCENTIVO 
As empresas de ônibus de Natal ganharam uma grande colaboração, aprovada pela Câmara de Vereadores, com a redução de 50% do ISS. É mais uma ajuda para buscar a recuperação do setor ao mesmo tempo em que a prefeitura perde arrecadação que não é transferida para a população em benefícios.

TRIBUTOS 
O Sindicato dos Hotéis do RN ajuíza ações para redução de tributos e devolução de pagamentos indevidos. Busca na Justiça reduzir tributos que impactam diretamente nas finanças dos empreendimentos associados, ao incidirem na folha de salários e sobre o faturamento.

FUSÃO 
As locadoras de veículos Localiza e Unidas anunciaram a intenção de união de operações, como forma de enfrentar a crise e proteger o patrimônio de 500 mil carros.  O fechamento da transação depende da aprovação do CADE (defesa econômica). As pequenas e médias locadoras ganharam muito espaço nos últimos anos e a 99 e Uber mudaram o mercado.







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