Falta infraestrutura social no entorno dos residenciais

Publicação: 2018-06-10 00:00:00 | Comentários: 0
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A ausência de políticas públicas após a entrega dos apartamentos é uma das críticas mais duras ao atual planejamento urbano do Brasil e, consequentemente, do Rio Grande do Norte. O líder do Movimento de Luta dos Bairros, Favelas e Vielas (MLB) Wellington Bernardo e o professor universitário Alexsandro  Ferreira afirmam que a entrega de moradias é insuficiente e, se não houver uma continuidade de ações públicas, a solução acaba virando problema.

De acordo com Alexsandro, pesquisas locais identificaram taxas de condomínios cobradas para a população de  baixa renda, o que dificulta o pagamento e pode gerar o abandono do imóvel. “Para uma família que recebe um salário mínimo, pagar R$ 30 em uma taxa de condomínio é muito forte. Você vê um reclame de inadimplência alta e de conflitos associados a isso”, avalia o Alexsandro.

“Por isso que não é só entregar a casa como uma mercadoria simples. Você precisa ter um acompanhamento disso. Eu posso entrar uma casa agora, mas se eu não cuidar da adequação dessa moradia, pode ser que aquela casa que entrou para zerar o déficit, venha a repor”, conclui.

Já Wellington Bernardo, ligado a famílias do antigo assentamento 8 de março e que hoje estão no condomínio Village da Prata, afirma que depois da entrega dos apartamentos alguns problemas de convivência começaram a ocorrer. “Surgem problemas mais comuns de condomínio, como som alto, conversa até tarde... e algumas pessoas não estão conseguindo pagar o aluguel porque não possuem renda nenhuma”, afirmou.

Outra reclamação comum é a ausência de serviços públicos nos locais, como postos de saúde, creche e escolas. É o caso da vizinhança do Village da Prata. A situação foi relatada em protestos do MLB de maio. Para resolver o problema, a Prefeitura de Natal realizou um projeto de construção de uma creche e uma escola. O projeto atualmente está em análise pelo Ministério das Cidades e Caixa Econômica Federal, para a transferência de recursos. O orçamento estimado é de R$ 6 milhões.


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