'Falta orçamento para recuperação de barragens', afirma ministro

Publicação: 2019-02-17 00:00:00 | Comentários: 0
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O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, admite que o governo federal não tem disponibilidade de orçamento para executar, integralmente, um plano de recuperação das barragens na região. Ele afirma que tentará fazer economia para conseguir executar uma parte do plano. “Algumas barragens já estão  no plano que anunciamos, mas temos restrições orçamentárias. O volume de recursos que temos não é suficiente, mas a gestão vai ser feita com economia para resolver os problemas das barragens o mais rápido possível”, disse. Segundo ministro, a prioridade é a a barragem das Traíras.

Ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto reconhece que não há disponibilidade de verbas suficientes
Ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto reconhece que não há disponibilidade de verbas suficientes

O ministro esteve no no Rio Grande do Norte para reuniões com a governadora Fátima Bezerra (PT), a quem convidou para participar, em maio, da reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene)  e também da Câmara de Conciliação de transposição das águas do Rio São Francisco. Estudos apontam que haverá um alto custo de operação para os estados e municípios da região semiárida do Nordeste.

Gustavo Canuto também esteve em Recife (PE), conversando com o governador Paulo Câmara; em João Pessoa (PB), para reunião com o governador João Azevedo; e em Fortaleza, participando de uma reunião no Dnocs e fazer o mesmo contive ao  governador do Ceará, Camilo Santana.

Ele assegurou que haverá relações institucionais com os governadores e que o Nordeste terá atenção prioritária do Ministério do Desenvolvimento Regional. O ministro assegurou ainda que, apesar das dificuldades na continuidade das obras da transposição das águas do Rio São Francisco o projeto terá continuidade e chegará ao RN.

Do encontro participaram os senadores Styveson Valentim (PODE) e Zenaide Maia (PROS) e os e deputados federais Rafael Mota (PSB), Natália Bonavies (PT) e João  Maia (PR), além do deputado estadual George Soares (PR) e o  general Araújo Lima, representando o deputado federal General Girão (PSL).

O ministro preferiu não responder sobre questões políticas e as divergências entre integrantes do governo federal.

O que esperar do resultado desta visita ao Rio Grande do Norte?
Foram dois convites  à governadora, um para participar da Câmara de Conciliação e Arbitragem em relação ao contrato de operação da transposição do Rio São Francisco e o outro para participar da reunião do Conselho Deliberativo da Sudene, que ocorrerá em maio para discutir o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste a aplicação do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE). O Rio Grande do Norte pode esperar uma parceria e um diálogo franco e verdadeiro, uma receptividade sempre presente para a governadora Fátima Bezerra e o Estado e uma defesa dos interesses do Rio Grande do  Norte e de todo o Nordeste. A prioridade do Ministério do Desenvolvimento Regional é a região Nordeste e a disponibilidade de água em qualidade e em quantidade suficiente para todos os cidadãos nordestinos.

De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), o Rio Grande do Norte ainda não consta como receptor das águas do Rio São Francisco para 2019, o senhor confirma isso?
A  gente tem algumas complexidades específicas do eixo e ainda precisa resolver problemas da estrutura civil, mas as águas vão seguir seu curso, são estruturas antigas, que a gente não sabe se vão ou não dar defeito. É uma questão de precaução. O objetivo é que as águas voltem a ser bombeadas no eixo norte em maio e que essa água siga seu curso. Depois que chegar até o Ceará, ainda tem de passar pela Paraíba, então é uma questão do tempo mesmo a passagem das águas nos reservatórios.

E os investimentos para recuperação de barragens no Rio Grande do Norte estão confirmados?
Algumas barragens já estão  no plano que anunciamos, mas temos restrições orçamentárias, o volume de recursos que temos na rubrica não é suficiente para fazer todo o plano, mas a gestão vai ser feita com economia para resolver os problemas das barragens o mais rápido possível. Uma das barragens específicas que o governo do Estado trouxe ao nosso conhecimento e pediu priorização é a barragem das Traíras (Caicó) e que a gente vai olhar em primeiro lugar pra resolver essa situação.

E quanto a barragem de Oiticica (região do Seridó) que vem se arrastando a sua construção há alguns anos?
A barragem de Oiticica já está em construção, mas tem alguns detalhes que precisam ser alinhados com o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), onde tenho reunião em Fortaleza (CE) e uma das pautas principais é verificar o que está travando os repasses de recursos, mas é uma prioridade.

Os projetos de irrigação agrícola e dessalinização de águas com o uso  de tecnologia de Israel, como propõe o presidente Jair Bolsonaro, serão realmente executados?
A dessalinização é uma opção possível para se executar em algumas cidades litorâneas do Nordeste, que possam de alguma maneira poupar recursos dos mananciais de águas do interior, usa-se a dessalinização quando necessária, e com isso poupa o manancial daquele açude, que ele possa abastecer o interior enquanto o litoral é abastecido por uma usina que dessaliniza água do mar.

A governadora apresentou também ao ministro o projeto Seridó para a interligação de adutoras e reservatórios?
Fiquei muito grato em saber, é um projeto muito bem elaborado e me parece um valor módico, do que a gente conhece de infraestrutura hídrica e está no nosso Plano Nacional de Segurança Hídrica, que vai ser o nosso balizador das políticas, então é um projeto que a gente vai dar toda a atenção, questão de execução e disponibilidade orçamentária vai ser um trabalho que a gente tem de fazer, porque são R$ 25 milhões o plano todo, mas já foi colocado pela governadora como uma das prioridades para o Estado e não tenho dúvidas que a gente vai olhar com toda atenção.










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