Família de torcedor acusa a PM

Publicação: 2019-08-14 00:00:00 | Comentários: 0
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O caso do torcedor do Botafogo-PB, que morreu após a realização de “manobras de contenção" para manter a ordem fora do estádio pela Polícia Militar, no Barrettão, durante a partida de domingo contra o Globo, em Ceará-Mirim, está sendo encarada pelos familiares da vítima como um assassinato. Eduardo Feliciano Justino da Silva, de 27 anos, faleceu no Hospital Municipal Dr. Percílio Alves, onde deu entrada com ferimentos graves e a família, baseada em depoimentos de alguns amigos que testemunharam a ação, acusam a PM potiguar de ter espancado o rapa, depois que o mesmo tentou pular o muro do estádio.

O Comando da Polícia Militar ainda não se pronunciou de forma oficial sobre a questão, sinalização que só poderá emitir algum juízo após o resultado do inquérito aberto pela Polícia Civil no sentido de apurar os fatos e buscar apontar os responsáveis pelo ato extremo.

Os legistas apontaram que o jovem deu entrada no Hospital de Ceará-Mirim com contusões no tórax e na face, além de sinais de ingestão de álcool e drogas ilícitas no corpo do torcedor. Membro da Torcida Fúria Independente, Eduardo foi até a cidade potiguar em uma caravana para assistir a partida entre Globo x Botafogo-PB, vencida pelo time paraibano por 3 a 0.

Mas os membros da torcida organizada botafoguense, após chegar ao estádio, tentaram forçar o portão na busca de invadir o palco do jogo, momento que a Polícia entrou em ação para conter o tumulto e re4stabelecer a ordem com tiros de bala de borracha e golpes de cassetete. Pessoas presentes no local relataram que Eduardo recebeu muitos desses golpes até perder a consciência, na contra-ofensiva dos militares.

As diretorias do Globo e do Botafogo expediram notas lamentando o ocorrido e cobrando o esclarecimento dos fatos.




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