Família e amigos dão adeus a Carlão

Publicação: 2019-08-17 00:00:00 | Comentários: 0
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Faleceu, na manhã desta sexta-feira (16) o jornalista Carlos de Souza, aos 60 anos. Com atuação pelos principais jornais do Rio Grande do Norte, Carlão, como era carinhosamente chamado pelos amigos, lutava contra um câncer. O velório, na capela 1 do Centro de Velório da rua São José, encerra às 11h deste sábado e em seguida será cremado às 12h no Morada da Paz, em Emaús.

Carlos de Souza passou pelos principais jornais do estado, como a TRIBUNA DO NORTE
Carlos de Souza passou pelos principais jornais do estado, como a TRIBUNA DO NORTE

Natural de Areia Branca, Carlão foi repórter, editor e colunista na TRIBUNA DO NORTE. Ele também atuou no Diário de Natal, na então TV Cabugi, em assessorias de campanhas políticas e foi autor de livros como "Crônica da Banalidade", "Cachorro Magro, "É Tudo Fogo de Palha", "Cidade dos Reis" e "Urbi". O jornalista também foi professor universitário.

Em maio deste ano, Carlão começou a se queixar de dores na região do quadril. Em meados de julho, teve o diagnóstico do câncer e iniciou o tratamento na Liga Contra o Câncer.

Em sua trajetória profissional, Carlão somou amigos que guardam na memória os bons momentos e ensinamentos compartilhados com o jornalista e escritor. Ex-diretor de Redação da TRIBUNA DO NORTE, Carlos Peixoto foi um dos amigos que enalteceu a carreira, a postura profissional e pessoal de Carlão.

"Trabalhei com Carlão durante toda a minha vida profissional. Mesmo quando não estávamos na mesma redação. Nossa geração é aquela que sonhava mudar o jornalismo. Não ganharíamos dinheiro, estabilidade no emprego ou fama. Ganharíamos o prazer de ter perseguido sonhos, de ter feito bem feito o que era preciso fazer bem feito. Jornalismo e literatura. Amizade, companheirismo, ideais, bourbons e histórias de vida. Tudo isso, eu e mais uma porção de pessoas que estão por aí, agora lamentando a partida dele, dividimos com Carlão. O que mais? 'Morte não te orgulhes,/ embora te hão chamado/ Poderosa e apavorosa: o que não és;/ Porque os que pensas ter derrubado,/ Não morrem'. São versos de um poema de John Donne, que Carlão gostava. Ele que também foi poeta e assim será. Para mim e, com certeza, para todos nós que o amávamos", disse Carlos Peixoto.

Também contemporâneo e amigo de Carlão, o jornalista Tácito Costa lamentou a morte do escritor. Companheiros na Tribuna do Norte, Diário do Estado e na Fundação José Augusto, Tácito Costa define Carlão como um "jornalista à antiga, que cultuava a palavra". "Leitor voraz. Culto e humilde. Era, acima de tudo, um ser humano excepcional. Honrou e dignificou essa velha profissão tão prostituída nos tempos atuais. Trabalhou nos principais meios de comunicação do estado e deixou sua marca em todos. Uma amizade de mais de 30 anos. Generoso, bem humorado e sem ambições materiais, deixa uma saudade dolorida entre os muitos amigos e um legado que cabe a quem ficou continuar mantendo. Vá em paz, meu amigo, meu irmão", disse Tácito.

Além da mulher, Sônia, ele deixou três filhos - Alex, Sérgio e Constância – e quatro netos – Helena, Ulisses, Alexandre e Vinícius.

Além dos amigos, o Governo do Estado, a Fundação José Augusto, Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte e Fundação Capitania das Artes, emitiram notas de pesar pelo falecimento do jornalista e escritor. Nas redes sociais, os amigos fizeram homenagens de despedida.

Trechos das notas:

Governo do Estado
“O Governo do Rio Grande do Norte lamenta, com enorme pesar, o falecimento do jornalista Carlos de Souza nesta sexta-feira (16)...   Era tido pelos amigos e colegas de trabalho como um grande incentivador da leitura, da cultura e do desapego material. Neste momento de profunda dor, o Governo do Estado manifesta sentimento de pesar e de solidariedade aos familiares e amigos pela irreparável perda.”

Fundação José Augusto
“A Direção da Fundação José Augusto lamenta profundamente a morte precoce do jornalista e escritor areiabranquense, Carlos de Souza... Carlão foi editor na FJA, no caderno "O Galo", em 2016 e um de seus livros "Cidade dos Reis" também foi editado pela FJA. Além de ter escrito livros de poesia e ficção, tais como: "Crônicas da Banalidade", "Cachorro Magro"; "É tudo fogo de palha" e "Urbi", Carlos de Souza foi editor de importantes jornais do Estado.”

Sindicato dos Jornalistas do RN
“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RN(SINDJORN) vem a público, em nome de sua diretoria colegiada e jornalistas do Estado, manifestar à família enlutada, o mais profundo sentimento de pesar pelo falecimento do Jornalista Profissional, Francisco Carlos de Souza, mais conhecido como Carlão, nosso sócio desde maio de 1985, ocupava o número de 222 do quadro de associado da entidade... Carlão desempenhou a profissão de jornalista com bastante afinco nos principais veículos de comunicação do RN, como Tribuna do Norte, TV Cabugi e Diário de Natal.”

Secult/Funcart
“A Secretaria de Cultura de Natal (Secult/Funcarte) lamenta a morte do jornalista e escritor Carlos de Souza, chamado carinhosamente por todos de Carlão. Referência no Jornalismo cultural de Natal, Carlão foi editor do Segundo Caderno da Tribuna do Norte, do caderno Muito (Diário de Natal) e participou de diversos projetos elaborados pela Secult/Funcarte, como o Festival Literário de Natal (FLIN) e da revista Brouhaha, além de ter sido premiado com o Otoniel Menezes com seu livro “Cachorro Magro”.  Carlos de Souza foi autor de ‘Crônica da Banalidade’ (1988), do texto teatral ‘É tudo fogo de palha’ e do romance ‘Cidade dos Reis’ e do premiado ‘Urbi’ (2015), (ficção). Em nome de todos os funcionários da Secretaria de Cultura de Natal, nosso profundo pesar e sentimentos aos familiares e amigos.”







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