Familiares e amigos de Micaela fazem protesto pela paz após morte em assalto

Publicação: 2017-07-16 15:03:00 | Comentários: 0
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#MinhaMicaFavorita. Esse é o lema que move um grupo formado por cerca de 150 pessoas, que clamam por providências no caso da cabeleireira Micaela Ferreira Avelino, assassinada dia 13 em um centro comercial em Nova Parnamirim após troca de tiros entre bandidos e agentes de segurança de um carro forte durante tentativa de assalto. Familiares e amigos, muito emocionados, pedem paz e justiça.
Protesto reúne cerca de 150 pessoas próximo ao local onde Mica foi baleada
Micaela tinha 26 anos e era proprietária da Barbearia França. Empunhando cartazes e vestidos com camisas com fotos de Micaela, as pessoas pedem explicações às autoridades e citam uma lei municipal 351/2011, que proíbe a circulação de carros forte em horário de expediente. O tio de Micaela, Arian Ferreira, defende que a lei seja respeitada.

A família aguarda o resultado do laudo balístico que irá determinar de onde partiu o tiro que matou a cabeleireira. Micaela trabalhava há dois dias no local da tentativa de assalto, após decidir se mudar de onde funcionava antes justamente pela falta de segurança onde a Barbearia França já havia sofrido assaltos.

"Pagamos muitos impostos que precisam ser revertidos em benefício da população, na segurança", disse Carlos José da Silva Avelino, pai de Micaela. Ele disse que a família esteve envolvida com o velório e o sepultamento da jovem nos últimos dias, e que a partir desta segunda-feira (17) irá buscar informações sobre o laudo balístico. "Se houve erro por parte de quem disparou, que seja responsabilizado".

"A corrupção política, a falta de escola, de educação, de saúde e de emprego é que gera toda essa onda de violência", avalia Adriana Avelino, tia de Micaela. A tia da vítima garante que a família não guarda rancor ou raiva do autor do tiro que tirou a vida da jovem: "Queremos que responsabilizem a pessoa que atirou e que justiça seja feita", frisou Adriana.

"A polícia do RN está despreparada, outras Micaelas vão morrer e a impunidade vai continuar se não tomarem providências concretas a curto, médio e longo prazos", acrescentou Adriana Avelino.  

A manifestação pela paz se concentrou em frente ao local onde o crime ocorreu, e saiu em caminhada em direção à avenida Engenheiro Roberto Freire, na zona sul de Natal. Os organizadores do ato público informaram que se não forem "tomadas providências ao longo da próxima semana" irão organizar um novo protesto "ainda maior".

Atualizada às 16h07

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