Far From Alaska se aquece no Festival DoSol

Publicação: 2017-11-09 01:01:00 | Comentários: 0
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O Far From Alaska (FFA) está em uma grande fase da carreira. Um dos novos nomes do rock nacional com mais projeção fora do Brasil, a banda potiguar lançou em agosto seu segundo álbum, “Unlikelly”, gravado nos Estados Unidos sob os cuidados de Sylvia Massy, produtora conhecida pelos trabalhos com Red Hot Chili Peppers e System of Down. O disco tem repercutido bem tanto nacionalmente quanto no exterior, o que deve fazer com que a banda planeje voos ainda maiores para o ano que vem.

Banda lançou em agosto o álbum Unlikelly, que aponta para uma aproximação com o mercado internacional
Banda lançou em agosto o álbum Unlikelly, que aponta para uma aproximação com o mercado internacional

Formada por Cris Botarelli (synth), Lauro Kirsch (bateria), Rafael Brasil (guitarra), Eduardo Filgueira (baixo) e com Emmily Barreto nos vocais, o Far From Alaska é uma das atrações de peso do Festival Dosol, que acontece no sábado (11) e domingo (12), no Beach Club (Via Costeira). A banda se apresenta no sábado, dia de show de nomes como Boogarins (GO) e Pinduca (PA). Vivendo em São Paulo desde 2015, o FFA chega a Natal dentro da turnê de lançamento do “Unlikelly” pelo Nordeste. Segundo a tecladista Botarelli, a passagem pela capital potiguar tem sido bastante esperada por todos da banda, já que além do show, o primeiro do ano na “terrinha” - e justamente para lançar o novo trabalho –, a viagem também servirá para rever a família e os amigos. “Passamos o ano inteiro pensando nesse show no Festival Dosol. No primeiro semestre tivemos vários compromissos e só deu para vir a Natal agora. Pra gente é muito importante esse contato com o pessoal da cidade”, diz Botarelli em entrevista por telefone. Sobre como será o show, a musicista preferiu fazer o suspense. “Vamos decidir no dia do festival, no calor do momento. Vamos tocar em casa e vai ser legal sentir a energia da galera”. Confira a entrevista.

Quais as principais diferenças que vocês veem do primeiro disco (ModeHuman, 2014) para o de agora, “Unlikelly”?
Emily Barreto - Vivemos bastante coisas desde o primeiro disco. Nessa jornada tocando para vários públicos, vivenciando o trabalho intenso na estrada, ficamos mais seguros quanto ao nosso som, a ponto de podermos ser menos sérios. Nesse sentido o “Unlikelly” saiu com mais cor e um pouco mais leve. Leve no sentimento, porque na sonoridade continua pesado. Estamos explorando coisas diferentes. Algumas músicas surgiram primeiro para o violão, depois que foram para a guitarra. Podemos dizer que o novo trabalho está mais a nossa cara.

Você usou o termo “colorido”. O disco tem um pitada pop. Como foi dar essa pegada sem perder a essência de vocês?
Esse “um pouco de pop” que entrou no disco foi algo que apareceu naturalmente. Vem da Emmily e de mim. Surge quando estamos fazendo algumas melodias. Fazer músicas mais cantáveis era algo que vínhamos pensando. No primeiro disco as músicas eram mais gritadas. Agora nos shows do novo álbum temos visto a galera cantar junto e tem sido muito legal isso.

Em “Unlikelly” pela primeira vez vocês trabalharam com alguém assinando a produção. Como foi uma experiência complicada?
A gente tinha muito medo de ter alguém de fora da banda interferindo no trabalho. Temos um estilo peculiar de produzir e ir para o estúdio. Para o primeiro álbum a gente chegou pra gravar com tudo pronto. Mas a experiência com a Sylvia foi sensacional! É uma produtora muito aberta. Mas, claro, aquilo que nem todos da banda curtiam, nós não abríamos mão de defender. Dai justificávamos pra ela, que entendia numa boa. No fim, a Sylvia somou em muita coisa.

Vocês tem ganhado cada vez mais projeção internacional. Já há um calendário de shows ampliado fora do país?
Estamos planejando uma turnê fora do Brasil. Muitas portas se abriram depois que ganhamos o prêmio (de banda revelação) no “Midem Artist Accelerator”, na França. Estamos vendo isso ai. Para o começo do ano que vem tem muita novidade prevista. Parcerias com outras bandas do Nordeste, por exemplo. Mas não podemos contar nada por enquanto.


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