Fatia de Natal em gastos de estrangeiros quase dobra

Publicação: 2014-07-16 00:00:00
Natal concentrou 2,7% do total gasto por turistas estrangeiros durante a Copa do Mundo no Brasil, de acordo com levantamento divulgado ontem pela Cielo, empresa credenciadora de lojistas para a captura de transações com cartões de débito e crédito. Os dados mostram que a participação natalense quase dobrou em relação a 2013, quando ficou em 1,4%, e que ficou à frente das alcançadas por outras três cidades-sedes dos jogos:  Curitiba (2,4%), Manaus (2,3%) e Cuiabá (1,2%).
Turistas durante a Copa em Natal: a cidade recebeu quatro jogos na Arena das Dunas e viu crescer a movimentação financeira
“A diversificação geográfica de gastos de turistas estrangeiros foi um dos legados da Copa”, disse a companhia, em nota. Os números divulgados ontem mostram alta nesse indicador em praticamente todas as cidades-sede dos jogos na comparação com o mesmo período de 2013. A exceção fica por conta do Rio de Janeiro e de São Paulo, que tradicionalmente recebem a maior parte dos gastos de estrangeiros e tiveram queda no percentual de participação.

As duas cidades concentraram 66,8% dos gastos de turistas de fora do país durante a Copa.  Esse percentual é menor em 12,4 pontos percentuais se comparado com o mesmo período de 2013, quando ambas as cidades representavam, juntas, 79,2% de todo o volume de pagamentos de turistas de outros países.

Atrás de Rio e São Paulo, Brasília concentrou 5,7% dos gastos de turistas internacionais na Copa, seguida de Salvador (4,7%) e Belo Horizonte (4,2%). No fim do ranking está Cuiabá, com 1,2% de participação. Ainda assim, a capital do Mato Grosso triplicou seu desempenho em relação a 2013, quando, no mesmo período, obteve 0,4% de participação em gastos de turistas estrangeiros no Brasil.

Queda
O levantamento também identificou uma queda de 7,2% no gasto médio dos estrangeiros em cada compra durante a Copa do Mundo, na comparação com os cinco primeiros meses do ano. Os turistas que visitaram o país de janeiro a maio gastaram, em média, R$ 260 por compra, enquanto aqueles que vieram para o torneio registraram um ticket médio de R$ 241. Os dados  consideram todo o volume gasto por estrangeiros no país de 12 de junho a 8 de julho.

“A queda está diretamente relacionada ao foco dos gastos. Bares e Restaurantes, setor em que tradicionalmente o ticket médio é menor, foi o que mais concentrou gastos de estrangeiros durante a Copa, representando 38 de cada 100 compras feitas no país”, afirma Gabriel Mariotto, gerente da área de Inteligência da Cielo.

Os holandeses registraram o maior ticket médio durante os jogos. Eles gastaram R$ 446 em cada compra. Logo atrás deles estão outros europeus: os suíços desembolsaram, em média, R$ 416 por compra no comércio brasileiro. Na outra ponta da lista, os precocemente eliminados espanhóis gastaram R$ 174 em cada compra feita no Brasil, deixando os argentinos na lanterna, com uma média de R$ 127.

Os norte-americanos foram os que tiveram maior participação no total dos gastos de estrangeiros: de cada R$ 100  em compras no país, R$ 25 vieram de turistas dos Estados Unidos. Em seguida vêm Reino Unido e Argentina, com 5,8% e 5,2% de participação, respectivamente.

Colombianos, mexicanos e chilenos contribuíram em peso para as vendas do varejo brasileiro durante a Copa. Os turistas da Colômbia foram responsáveis por 4,7% do total gasto por estrangeiros no período, seguidos de perto pelos visitantes do México, com 4,4% de participação. Já os chilenos responderam por 3,1%.

A Cielo captura as transações das cinco maiores bandeiras de cartões do mundo: Visa, MasterCard, American Express e Diners Club International, além da JCB (Japan Credit Bureau). Ontem, não havia detalhamento disponível sobre o gasto médio e por nacionalidade em cada cidade-sede. 

Natal  recebeu quatro jogos da Copa, na Arena das Dunas: México e Camarões; Gana e Estados Unidos; Grécia e Japão e Uruguai e Itália.