Fechar foi fácil, difícil será reabrir

Publicação: 2020-05-28 00:00:00
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Adelino Marinho
Empresário

No dia 20 de março deste ano o governo estadual emitiu uma determinação obrigando comercio, indústria e serviços a baixarem suas portas e paralisarem suas atividades em nome da precaução e segurança da saúde dos potiguares. Em efeito manada, seguindo decisões de colegas de outros Estados, o Governo do RN entendeu, àquela época, que também seria o nosso momento. Não vou aqui discorrer a respeito da necessidade, o fato já foi consumado, certo ou não e já sabemos de seus efeitos, na saúde e na economia potiguar.

O que não sabemos é se o pico já veio ou quando virá, se o pior da pandemia se foi ou se o vírus está na próxima esquina. Como cidadão e empresário local faço minha parte pela não propagação do vírus seguindo as recomendações da OMS e demais obrigações das leis governamentais. Mas outro fato prático também me aflige: quando e como reiniciaremos a retomada da economia?
Para paralisar basta um decreto, para reabrir é necessário planejamento.

Nunca imaginamos que seria preciso tanto tempo para enfrentar as consequências da pandemia e quanto mais tempo a economia estiver paralisada piores serão as consequências econômicas. 

Já são dezenas de milhares de desempregados no Estado pós-paralisação; inúmeras empresas não mais reabrirão suas portas; a arrecadação de impostos que desabou e um Estado prostrado se mostra sem forças para socorrer seus súditos. 

Para retomar a economia é necessário planejamento, prazos e regras claras. Não se investe em terreno pantanoso. O governo não reabrirá a economia por decreto. 

As empresas que demitiram terão que recontratar, treinar, comprar novos estoques, conseguir capital de giro, ter prazos para pagar tributos atrasados já negociados com o Estado São inúmeras situações que se não forem discutidas agora não atrairão o interesse de muitos empresários na reabertura de seus negócios. O Governo não tem a obrigação de saber como operar um comercio, uma indústria ou um serviço. Mas tem a obrigação de ouvir nossos anseios sobre como e o que é preciso para reabrirmos nossos negócios de forma organizada e capaz de atrair novamente os consumidores.

Em alguns Estados a economia começou a ser reaberta, porém de forma desordenada, sem planejamento e os resultados estão sendo catastróficos. Não queremos que o mesmo se repita por aqui. Precisamos de um plano. E ainda não o temos.





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