Feira de Pium será relocada

Publicação: 2019-06-13 00:00:00 | Comentários: 0
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A Feirinha de Pium terá novo local. Através do Decreto Nº 6.014 publicado no Diário Oficial do Município (DOM), a Prefeitura de Parnamirim definiu remanejar a tradicional feira para um imóvel com aproximadamente 12 mil metros quadrados. Localizado a aproximadamente 50 metros da atual localização da feira, a área deverá ser desapropriada para abrigar os comerciantes.

No caminho de ida ou de volta, vale a pena fazer uma parada na feirinha de Pium para experimentar as frutas típicas da região e da estação. As cores e o aroma das frutas são um convite para um cacho de pitomba ou um saquinho de siriguela.
Muitos comerciantes da feira de Pium estão no local há quase 30 anos e maioria é de moradores da área

A determinação da retirada da feirinha do local atual foi feita pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) no início do ano, graças a uma ação popular de moradores da área. A procuradoria-geral de Parnamirim está autorizada, segundo a prefeitura, a adotar todas as medidas necessárias à efetivação da desapropriação que está estipulada no decreto. Ainda de acordo a prefeitura, ainda não está definida data para o início das obras ou inauguração do novo espaço, localizado na Avenida Joaquim Patrício nº 1364. As despesas decorrentes da desapropriação serão debitadas do Orçamento Geral do Município.

Em 2013, alguns moradores que vivem nas proximidades da feira entraram com uma ação popular pedindo a retirada da feira, alegando a falta de manejo adequado dos comerciantes e a falta de regulamentação e fiscalização da feira por parte do Município. O terreno onde os feirantes estão instalados pertence à Prefeitura de Parnamirim, e foi cedido para que eles se estabelecessem lá três décadas atrás.

Tradição
Os 19 comerciantes de frutas, verduras e outros produtos agrícolas da região, não desistem do negócio mesmo diante de momentos de indefinição como no início do ano quando a justiça determinou a transferência de local. Para a maioria, é a única fonte de renda da família. Embora a “feirinha” exista há, pelo menos, três décadas, alguns feirantes estão no local há alguns meses, como é o caso de dona Maria Lúcia Silva, que veio de Lagoa de Pedras, município da região Agreste situado a 56 quilômetros de Natal. À reportagem da TRIBUNA DO NORTE em março deste ano, ela falou que vende o que planta e que comprou a banca por R$ 5 mil a outro feirante.

Com 25 anos de trabalho na “feirinha”, Cilmar Gomes de Oliveira já foi representante da Associação dos Feirantes do Pium, e disse que, se realmente ocorrer a realocação da feirinha pra outra área à margem da rodovia Rota do Sol (RN-063), ninguém sai prejudicado.

Para os feirantes, a atividade econômica também é uma forma de “atrair turistas”, como diz Daniel Costa. “A feirinha é conhecida mundialmente e termina contribuindo também para que a circulação de pessoas aumente para tocar os negócios de bares, restaurantes e mercadinhos situados no entorno dela”, disse o comerciante.

Enquanto a mudança preocupa os feirantes, outros comerciantes da área em frente à igreja de Santa Luzia, afirmam que podem retomar seus comércios. Dono de um bar e restaurante que fica por trás da feira, o comerciante Daniel Cabral nasceu e se criou em Pium, onde a família tinha uma “casa de farinha”, diz que a remoção das bancas vai terminar beneficiando o seu comércio: “As pessoas passam e não vêm que é um restaurante, estou até comprando uma placa e não ainda não posso colocar”.

Daniel Cabral conta que o lixo e o esgoto a céu aberto também termina afastando a clientela do seu bar e restaurante que tem uma certa fidelidade pelo tipo de gastronomia que une a culinária típica do sertão e litorânea.





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