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Alex Medeiros
Felicidade
Publicado: 00:01:00 - 18/05/2022 Atualizado: 22:55:29 - 17/05/2022
Alex Medeiros 
alexmedeiros1959@gmail.com

A palavra é o título. E o título é o tema, assim isolado, sem frase, apenas um substantivo feminino, óvulo indefinido a gerar a crônica de uma quarta-feira. Difícil definir, explicar, exprimir o que o dicionário diz apenas ser a qualidade ou estado de feliz, uma ventura, um contentamento, um êxito, o sucesso profissional ou afetivo. Seria uma sorte?

Divulgação


A felicidade, que a escritora Clarice Lispector disse um dia ser clandestina, e que a bela Ingrid Bergman descobriu ser somente uma boa saúde e uma péssima memória, foi para o filósofo Nietzche, em essência, a ausência de medo. Lope de Vega afirmou que ela tinha um preço e esse preço era a audácia. Mas em 1946, o diretor de cinema Frank Capra (que nos deixou num dia como hoje em 1991) encantou o mundo com a elegância de James Stewart no clássico “A felicidade não se Compra”.

Maldito e divino, o poeta Oscar Wide comprou a sua felicidade numa permuta rito-fotográfica com o diabo; para ele o segredo da felicidade era a eterna juventude. Tivesse ouvido Charles Chaplin saberia que todos os segredos estão no cérebro, inclusive ela. 

Há quem diga que esta senhora não tenha peso nem medida, embora Tom Jobim e Vinicius achassem que ela era como a pluma que “o vento vai levando pelo ar”. Para Moraes Moreira era qualquer lugar que se ilumina quando a gente quer amar.

As religiões ensinaram que existe um caminho para ela: o deus de cada uma. Jesus se dizia ser ele o próprio caminho. Li uma vez o professor Stephen Kanitz delimitando dois pontos de referência, numa geografia emocional, para dizer que a verdadeira felicidade seria a distância certa entre o que a gente tem e o que a gente quer. 

Para muitos, seria somente um estado de espírito. Já me disseram que nós, brasileiros, não temos muito, mas somos felizes, enquanto outros povos têm quase tudo e são tristes. Houve até um psicólogo inglês que anunciou um ranking da felicidade no planeta. 

Adrian White publicou o que seria o mapa mundi da felicidade das nações. E o povo campeão foi o dinamarquês, seguido do suíço, do austríaco, do islandês e do bahamense. A lista dos dez mais da felicidade se completava com as pessoas da Finlândia, Suécia, Butão, Brunei Darussalam e Canadá.

O cara criou uma tabela própria para medir o grau de satisfação com a vida, numa equação que mistura renda per capita, perspectiva média de vida e a facilidade de acesso ao ensino secundário. 

No seu estudo, caiu por terra alguns conceitos de felicidade a partir do bem-estar material. Os EUA e o Japão, por exemplo, com um PIB de US$ 41,8 e 31,5 respectivamente, apareceram em 23° e 90° lugares.

Já o pobre povo do Butão, segundo Adrian White, estava muito satisfeito com a vida que levava na época do ranking, bem mais que americanos, franceses e italianos. 

Nos últimos lugares, mas não como campeões da infelicidade, estavam o Burundi, o Congo e o Zimbábue, que só superam os países em guerra, não considerados pelo estudo. Se houver reedição hoje, coitada da Ucrânia.

O pesquisador concluiu que os níveis de felicidade de cada país eram fortemente relacionados com a questão dos serviços de saúde, acima dos aspectos financeiro e educacional. 

O Brasil estava como o samba de Chico, cambaleando pelas tabelas, bem perto dos infelizes. Mas não acho que algum ranking desse consiga classificar nosso povo. Historicamente, a felicidade para o brasileiro foi sempre um misto de ficção e sonho possível. E assim a gente vai levando, feliz ou não.

O MDB 
As pesquisas para consumo interno indicam que no MDB há hoje em torno de 70% da legenda apoiando Jair Bolsonaro. O índice não surpreende quem conhece o modus operandi da velha frente, que pende em favor da tendência.

Censura 
O perrengue da hora é sobre jantar na casa de Kátia Abreu, com presença de ministros do STF e lideranças de esquerda, onde Rodrigo Pacheco sugeriu providências urgentes para conter o programa Pingos nos Is, da Jovem Pan.

Vazamento 
O episódio foi noticiado pela filial da Jovem Pan em Bauru, com os jornalistas Alexandre Pittoli e Alex Silva. O presidente do Senado teria feito reclames da programação da Jovem Pan News e do seu programa campeão de audiência.

Pachequinho 
Aliás, Rodrigo Pacheco tem sido um fenômeno no sentido negativo na condução do Senado, que esteve sob o comando de Davi Alcolumbre. Quem imaginaria que o mineiro fosse mais fraco e dissimulado que o amapaense.

Saúde 
O Brasil decidiu engrossar o cordão das nações que aprovam a recondução do marxista etíope Tedros Adhanom ao comando da Organização Mundial de Saúde. Que os deuses nos protejam na próxima pandemia em construção.

Dengue 
Um terreno baldio nas imediações da Rua Gonçalves Dias, virou foco de mosquitos com as chuvas. O local está a poucos metros da Prefeitura, da Assembleia, da Funcarte e do prédio onde funciona varas da fazenda pública.

Nilton 
De Tonni Castro: “Sua crônica de Nilton Santos calhou com o jogo do Botafogo no mesmo dia, com a festa bonita da torcida antes, durante e depois da partida. Fiquei emocionado com o texto e com tudo que aconteceu no domingo”. 

Dólar FC 
O craque Lionel Messi já tem traçado seu destino a partir de junho de 2023. Deixa o PSG e vai para uma temporada na Inter de Miami e compra 35% do clube que pertence a David Beckham. A notícia foi dada pela Direct TV, EUA.

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