Festa do Boi deve receber cerca de 400 mil visitantes

Publicação: 2017-10-07 00:00:00 | Comentários: 0
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A 55ª Festa do Boi, maior evento de agronegócio do Rio Grande do Norte, começa neste sábado (7). Cerca de 1.000 bovinos de pura origem, 3.000 ovinos e caprinos e 200 equinos estarão expostos até o dia 14 no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim. A expectativa é a presença de 400 mil pessoas, tanto para os leilões de gado, quanto para a programação cultural.

Até o próximo sábado (14), estarão em exposição no Parque cerca de 1.000 bovinos de origem pura
Até o próximo sábado (14), estarão em exposição no Parque cerca de 1.000 bovinos de origem pura

A Festa fecha o ano da Associação Norte Rio-Grandense de Criadores (Anorc) e contribui significativamente para o setor agropecuário do Estado ao reunir e  possibilitar a compra e venda de gados dos criadores. Somente o Governo do RN, por meio da Agência de Fomento, investiu R$ 4 milhões no evento. De acordo com o presidente da Anorc, Marcelo Passos, somente os leilões para a venda dos animais deve movimentar cerca de R$ 4,5 milhões. Já o evento completo deve circular em torno de R$ 50 milhões.

Este ano, as novidades no evento está na melhoria logística da estrutura interna do Parque Aristófanes Fernandes. “Nós organizamos melhor a questão da sinalização, organizamos as praças de alimentação e o local das exposições. A expectativa é alta”, afirmou o presidente da Anorc. Outras novidades é a a exposição de peixes ornamentais e a ampliação do “Espaço Pet”, que vai contar com desfiles, vacinação, castração gratuita para animais de estimação e exposições de cães e gatos foram divulgadas. Além disso, a “Área Social” do evento também será ampliada, contando com o Espaço Cidadania, que vai ser destinado à divulgação de projetos do Ministério Público na área social e a Alameda Social, onde 10 instituições de caridade vão divulgar e oferecer diversos serviços voltados para a área de cidadania.

Um dia antes do evento ter início, todas as cabeças de gado já estavam no Parque Aristófanes Fernandes. Os criadores se preparam para fazer negócios e aumentar o número de bois e vacas nas fazendas. Outros focam mais na venda. Yolanda Neto, criador de gado que expõe a sua criação desde 2011, faz parte deste último grupo. Ele levou 10 das 32 cabeças de gado, da raça Gileitero, para participar do leilão e espera vendê-los. O preço final, de acordo com a experiência dele em leilões, varia entre R$ 5 mil para os bezerros, R$ 25 mil para os touros e R$ 100 mil para as vacas.

“Esse ano eu vim mais com o intuito de vender, mesmo. A característica destes gados que vem para a festa do boi é que eles são de raça 'pura'. A gente tem um cuidado com a genética, a qualidade do gado. Isso aumenta o preço e é interessante para nós”, afirmou.

A expectativa para 2017 é que o número de visitantes chegue a 400 mil. “O que nós queremos é que cada um dos nossos patrocinadores e parceiros possa falar diretamente com seu público.”, destacou Marcelo. Em 2016, cerca de 300 mil pessoas visitaram a festa durante os dez dias de evento, o que gerou R$ 50 milhões em negócios. O evento conta com a parceria do Governo do Estado, Prefeitura de Parnamirim, Sebrae, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Fecomércio.

Estrutura da 55ª Festa do Boi, que teve investimentos públicos da ordem de R$ 4 milhões, estava sendo concluída na manhã de ontem
Estrutura da 55ª Festa do Boi, que teve investimentos públicos da ordem de R$ 4 milhões, estava sendo concluída na manhã de ontem

Geração de emprego
Uma das características da Festa do Boi é a geração de empregos temporários, durante o período de evento. Cerca de 5 mil pessoas estão trabalhando dessa forma – número igual ao de 2016. Os contratados se alternam na limpeza, instalação das estruturas e na logística da festa.

O agricultor Arimateia Alves, de 46 anos, é um dos contratados para a festa deste ano. Ele está na limpeza desde a última segunda-feira, 2, e deve permanecer até o dia 14, fim do evento. Pai de cinco filhos, Arimateia conta que a festa é uma “ajuda a mais para sair do aperto”. A única renda que ele tem é, além do trabalho caseiro em roçado, o programa Bolsa Família. “Eu já venho para cá há uns cinco anos e é muito bom porque ajuda muito para sair do aperto, que sempre aparece. Eu trabalho no roçado e aí todos os anos o pessoal aqui me chama junto com um grupo para vir para cá”, diz.


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